Arquivo de amizade

A blogosfera no seu melhor

Posted in Dedicatórias with tags , on Dezembro 3, 2008 by soniapessoa

Esta coisa da blogosfera tem que se lhe diga… e tem que se lhe diga porque no meio de bites e bytes, de quilómetros e quilómetros de fios que nos separam, damos por nós a pensar, a ficar preocupados, a “rezar” até por quem não conhecemos, mas gostamos e criamos uma ligação afectiva… tem por isso muito que se lhe diga…

Quando esta semana, e porque ando desatenta, distraída, num aguçado estado de nervos, e sabeís bem porquê, me apercebi que um amigo da blogosfera vivia um momento de martírio, sofrimento e verdadeira angústia, senti a sua tristeza, o seu desespero e não pude ficar indiferente… porque já somos amigos, porque partilhamos, rimos e discordamos até, mas criamos a tal ligação, aparentemente estranha neste mundo, aparentemente frio, de fios, bites e bytes, de quilómetros de distância (que no meu caso e no dele, por mero acaso, devem ser apenas metros) mas que nos fazem sentir mais completos enquanto seres humanos e mais crentes de que ainda é possivel, nos dias de hoje, estender a mão e sentir o calor de uma outra mão, mesmo que não fisicamente ali presente. Para ti Ternurinha (como gosto de te chamar e cá em casa é assim que te conhecem) aquele abraço forte, que eu gosto de dar àqueles que estão no meu coração!

A dura realidade…

Posted in Dedicatórias with tags , , on Novembro 22, 2008 by soniapessoa

Três dias depois de a minha mais velha fazer quinze anos, de alguém dizer que esta é a idade de apresentação à sociedade. tive de lhe ensinar que há amigos por quem vale a pena sofrer, mas que pela maioria não vale a pena chorar… a minha mais velha estava triste, desiludida, e, pela primeira vez na vida, dela e minha, pedi-lhe que não fosse como eu…

“Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.”  Vinicius de Morais

Momentos Únicos… únicos mesmo!

Posted in Momentos Únicos with tags , , on Outubro 16, 2008 by soniapessoa

Porque entrei em contagem decrescente até ao lançamento do meu livro, comecei ontem a fazer a divulgação do mesmo ao nível da comunicação social. Passei então, o dia de ontem, no Porto e encontrei-me com algumas pessoas com quem trabalhei há uns anos atrás no Público e que se encontram agora noutros orgãos de comunicação.

Até aqui nada de extraordinário não fosse o facto de ter revisto pessoas que não via há uma boa meia dúzia de anos e por quem sinto um carinho muito especial. Quem me conhece e esteve atento, sabe que essa última meia dúzia de anos não correu muito bem, sabe que estive mais próximo do inferno do que da terra e sabe, por isso, que este reencontro me trouxe, ainda que escondidas, lágrimas de alegria. Porque ontem senti que era o virar de uma página da história que me escreve, senti-me feliz. Porque mesmo sabendo que apesar das cicatrizes que ficam de um período menos bom, consegui alcançar a serenidade que há muito não sentia e senti, nesse reencontro, que estava a recuperar pessoas que perdi no meio do turbilhão da tempestade. E deixem-me que vos diga, que boa que é a sensação de sentir que há coisas que nunca se perdem, que boa é a sensação de que depois da perda vem a conquista ou reconquista de algo que, na verdade, nunca largamos, estava apenas preso pelo fio mais ténue da sobrevivência mas que só a morte pode cortar. 

Para além desses encontros que tinham por objectivo a divulgação do livro, tinha também marcado um almoço com duas amigas que também trabalharam (e ainda lá trabalham) comigo no jornal. A Paula e Ana são aquelas colegas de trabalho que ultrapassam por mérito próprio esse estatuto e tornam-se parte de quem as conhece como eu… tornam-se amigas, verdadeiras. A Paula e a Ana são aquelas amigas com quem me ri muito, com quem me diverti a valer, com quem chorei, a quem me abracei, com quem me zanguei, discuti e fui, algumas vezes, injusta até… são aquelas amigas que no meio do turbilhão pensei ter perdido, mas resgatei a tempo de saber que afinal estiveram sempre lá, porque o que nos liga é impossível de perder. Ontem o almoço não foi grande coisa, a salada além de cara era mal servida… mas sabem?, isso não teve importância nenhuma pois o sabor que tive na boca durante a refeição era o das palavras doces que trocámos, de saudades, memórias e projectos futuros… ficou a vontade de repetir, não a salada, mas o momento, que nos encheu a alma de um sentimento que nem eu por palavras aqui consigo descrever! Obrigada amigas…

Momentos de felicidade

Posted in Dedicatórias with tags on Setembro 23, 2008 by soniapessoa

Hoje de manhã tive um momento de felicidade… até porque a vida é isso mesmo, momentos de felicidade. Falei ao telefone com um amigo com quem não falava há mais de 20 anos, um amigo que me pegou ao colo, me viu crescer e se lembra, muito melhor do que eu, das minhas graças de criança rabina que toda a gente diz que eu era. Um amigo que me proporcionou um momento de ligação com um passado que por circunstâncias da vida estava longe, muito longe. São memórias esbatidas, mas são memórias. E são as memórias que cada um de nós tem que nos fazem enquanto indíviduos com história, são as memórias, as boas e as más, que nos permitem construir a pessoa que somos hoje. E foi bom, muito bom, reaver desse passado momentos de felicidade que se repetiram hoje de manhã e que não vou querer voltar a perder…

Conclusões Possíveis

Posted in Uncategorized with tags , , on Agosto 29, 2008 by soniapessoa

Responder aos vossos comentários dá um novo post. Faço questão de responder a cada um de vós, porque a minha opinião pessoal tem um bocadinho de todos.

Pessoinha – Claro que sim que é possível, são as chamadas excepções.

Rui – Tens toda a razão, em assuntos do coração não podemos entrar em extremismos.

Pedro – Eu chamo-lhe machismo… se quiseres explico-te porquê…

Ternurinha – Se deres lugar às excepções, concordo contigo e com o Pedro.

Vitor – A razão está do teu lado e de Shakespeare também.

Beezz – Acho que esse preconceito começa a ser ultrapassado… eu chamo-lhe mais más linguas…

Cristina – Quem fala em excepções nunca perde.

Jorge – O teu post é assunto para outra discussão, mas acho que não responde a esta questão. Falamos de coisas diferentes.

Armindo – Fizeste-me rir a valer! A analogia que fizeste pôs-me a pensar…

Jorge Soares – O teu comentário tem tudo a ver com uma coisa a que se chama disponibilidade interior…

CONCLUSÕES POSSÍVEIS

Estas são as minha conclusões (possíveis) sobre um assunto que daria pano para mangas, daria para horas e horas de conversa sem que se chegasse a uma verdade absoluta… claro que sim, que é possível haver uma amizade descomprometida entre um homem e uma mulher, mas por vários motivos e de acordo com determinados pressupostos. Ou seja, “sim é possível” são as chamadas excepções.

Sim é possível, mas em determinadas circunstâncias improvável. Porque, para mim, tudo tem a ver com condições externas e internas ao ser humano. Já sabemos que os homens cedem a uma tentação com mais facilidade que as mulheres, é verdade, mas isso não faz deles uns taradinhos completos que a qualquer saia que se lhes roce comece uma campainha a tocar!! Existe uma coisa chamada “química”, que acredito funcione para ambos os lados… eu não sinto essa química por todo e qualquer um que se me apresente à frente, acredito que com eles também não. Agora vamos partir do pressuposto de que essa química existe, ou melhor, de que se reunem condições para que isso aconteça… não fará diferença se ela ou ele são casados com o nosso melhor amigo? (é apenas um exemplo), condições exteriores.

Disponibilidade… é a palavra-chave nesta questão. Se eu estou perdidamente apaixonada pelo meu namorado, não estou emocionalmente predisposta a uma situação dessas, se sou casada, feliz, e me encontro na plenitude de uma ligação matrimonial, continuo sem ter essa predisposição… ou seja, se em qualquer dos casos houver momentos de saturação, abrem-se brechas que proporcionam o aparecimento dessa disponibilidade emocional, muitas vezes até de forma inconsciente, como quem na incomodidade de uma relação procura um refúgio, uma salvação… que quase sempre acaba em perdição…

Por isso, amigos, todos temos razão, porque esta matéria não depende de um só prisma mas de uma imensidade deles… termino com uma frase que encontrei na net sobre o assunto:

“A amizade é um solo fértil para que o amor cresça”,

cada um de nós escolhe cultivá-lo ou não…

Frases de Sempre

Posted in Frases de Sempre with tags on Julho 22, 2008 by soniapessoa

“Os silêncios tecem as verdadeiras conversas entre amigos. O que conta não é o que se diz, mas o que não é necessário dizer.”

Margaret Lee Runbeck

Este é para ti, Luís,…

Posted in Dedicatórias with tags , , , , on Julho 13, 2008 by soniapessoa

Tenho, nestes últimos dias, devorado as palavras do jornalista Luís Castro, no seu blog Cheiro a Pólvora. São testemunhos,  na primeira pessoa, do que pior há no mundo… a guerra. Uma guerra que mata inocentes, seiva vidas sem dó nem piedade, e deixa na mémória de quem as cobre, profissionalmente, imagens que marcam para sempre, mas, e ao mesmo tempo, oferece também verdadeiras provas de amizade e lealdade, de quem em momentos difíceis se torna irmão na sobrevivência… este é um post dedicado a ti, Luís, e a quem te acompanhou nessa dura viagem… o meu muito obrigada!

Dire Straits (clicar em baixo)

http://www.youtube.com/watch?v=8M9U1OU0MzU

Frases de Sempre

Posted in Frases de Sempre with tags , , on Junho 15, 2008 by soniapessoa

Existem verdades que, por muito que nos custe admitir, são incontornáveis… esta é uma delas

“Para conhecermos os amigos, o ser humano precisa de passar pela abundância e pela escassez… na abundância verificamos a quantidade, na escassez verificamos a qualidade…”

Alexandre Fleming

 
Queen (clicar em baixo)
http://www.youtube.com/watch?v=Bj5LDUE6tg0 

Frases de Sempre

Posted in Frases de Sempre with tags , , , , , on Maio 9, 2008 by soniapessoa

“Não te esqueças que os estranhos são amigos que ainda não conheces”

Abraham Lincoln

Este post é em homenagem aos blogueiros que por aí navegam, para os que já conheço e para os que ainda hão-de vir…

Queen (clicar em baixo)                                                                  http://www.youtube.com/watch?v=NuxS-9t3tnY