Reportagem na RTP 1: “Filha Roubada”

Estou agoniada… não, não foi o jantar que me caiu mal, foi sim porque acabei de ver, na RTP, o programa Linha da Frente, uma reportagem sobre uma menina, a Maria. A Maria tem 9 anos, os pais estão separados há quatro.  A mãe é professora do ensino básico, e o pai , se não me falha a memória, é bancário. Vivem em Fronteira, Portugal. A Maria a partir de determinada altura começou a recusar-se a ver o pai, e, por isso, mais uma mente brilhante de um juiz mandou internar, institucionalizar, a Maria. Este juiz declarou que a menina está doente. à doença chamou-lhe Síndrome de Alienação Parental, que não é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde, instituição ouvida pela RTP. A Maria foi roubada à mãe, aos avós, aos amigos e amigas e entregue às paredes frias de uma instituição…. estou agoniada, mesmo muito agoniada…

“Filha Roubada” é uma reportagem da autoria do jornalista José Ramos e Ramos, com imagem de Carlos Matias e edição de imagem Miguel Teixeira.

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83 Respostas to “Reportagem na RTP 1: “Filha Roubada””

  1. O meu sentimento é igual. Fiquei chocada com esta reportagem.Mas´pode isto ser verdade? E nós…ficamos sem dizer nada?É a decisão do Juíz que me choca…e depois a Instiuição onde puseram a menina. É esquisito, não é?Mas a criança foi condenada a prisão? Assim parece e nós estamos a pagar este sistema com os nossos impostos e esta condenação. Será que ninguém com poder no nosso País vai obrigar a alterar esta situação?

    • MARIA PATRICIO Says:

      NEM ACREDITEI QUANDO OUVI TAL HISTÓRIA, ESTOU DOENTE, OS PAIS DA MENINA QUE TENHAM JUISO E ENTENDAM -SE PARA BEM DA FILHA, POR AQUILO QUE ENTENDI O PAI ACABA POR SER O RESPONSÁVEL POR ESTA SITUAÇÃO

      • to fernandes Says:

        na realidade o jornalismo é uma arma e tem a vantagem de serem estranhos, o publico, que a dispara: porque será que não foi dito que a decisão foi confirmada em recurso? porque nao terá falado ninguém de onde habitam? não serão maus tratos os dados por uma mãe que usa a filha como arma de arremeço contra o pai? será natural que a mãe passe todo o programa a chorar? onde deveria ficar a Maria?
        com a mãe que a mal-trata usando-a contra o pai? com o pai que ela foi instrumentalizada a odiar? com os avós maternos que seria a mesma coisa que deixar com a mãe? ou com os paternos que, talvez, recebam tanto “odio” como o pai? MAS A MÃE É QUE É A COITADINHA.

  2. Pedro Albuquerque Says:

    Não conheço os contornos em que foi proferida a sentença, mas sei também que sindrome de alienação parental não é uma doença, mas em muitos países, como por exemplo no Brasil é crime; O crime, que muitas vezes é cometido pelo progenitor que tem a criança ao seu encargo, neste caso a criança deve ser retirada do contacto com esse progenitor. Também vi no programa um pedo-psiqiatra dizer que ás vezes as crianças não querem e pronto…pois não concordo; as crianças só têm creres mais tarde, pois como disse o Eduardo Sá, se assim fosse dava-se-lhes a maior idade aos 6 anos.
    Só espero que não seja uma decisão injusta, pois os tribunais em Portugal funcionam muito mal, mas sei que em muitos casos em Portugal, muitas crianças deveriam ser retiradas ás mães, porque as instrumentalizam nos divórcios contra os pais.

  3. Reportagem da RTP1 “Filha Roubada”

    Como mãe e cidadã, fiquei incrédula com o que vi e ouvi. Porque é que os pareceres dos técnicos não foram tidos em conta, dado que a criança referiu comportamentos do pai, “que não gostava”? Porque é que a criança é institucionalizada e cuja instituição essa ligada à Assembleia de Deus? Todos nós temos que repudiar situações destas. Não é justo para ninguém, especialmente para a menina. Enquanto estivermos entregues a esta Justiça, feita de falta de bom senso, estaremos todos mal. Estou CHOCADA..!!!

    • O Lar de Betânia não está, ou esteve, ligado à Assembleia de Deus ou à Aliança Evangélica Portuguesa. O que a entrevista relata a este respeito é falso. O jornalista que fez a reportagem, apresentou como prova da conexão, uma pesquisa no Google??? E mais, os 37 outros lares que supostamente a Aliança Evangélica Portuguesa tem por todo o país… não tem um sequer, ou alguma vez. É completamente falso.

      • Deixe-me dizer que é muito estranho este comentário.
        Acha que Dr Luís Villas Boas, diria

        “Na sua intervenção na Praça da Alegria – RTP-1, o Dr. Luís Villas Boas disse ter visitado o Lar Betânia de Estremoz (para meninos) e que ficou chocado com a falta de condições dessa instituição, que está integrada também na Convenção das Assembleias de Deus.”
        Para além de ter confirmado que esta instituição tem falta de condições, também salienta que esta pertence a Convenção das Assembleias de Deus…

        Outro ponto que acho importante, todos esses pais que estão com situações semelhantes, normalmente os que querem o bem para os filhos, falam e lutam pela liberdade dos seus, e muitas vezes até não se importam de ceder a sua liberdade em função da dos seus filhos.

  4. Meu deus eu fiquei chocada! Parece mentira! que juiz é este? Aquele lar mais parece uma prisão, a criança n pode ter mais que um brinquedo,os avós n podem ver, a mãe tem visitas curtas….
    Este juiz é de certeza um fanático religioso, pelos termos que usa nas transcrições do tribunal,pelo Lar onde a colocou, estão a fazer uma lavagem cerebral aquela criança, a impor-lhe religiao.
    Se houvesse algum indicio de abuso ou qualquer outro problema parental, o ultimo recurso são as instituições e aqui não foi isso o que se passou, não é normal um juiz ter uma decisão destas sem antes haver um parecer d psicologos ou uma pesquisa para saber realmente o que a criança tem.
    Eu espero que alguém faça alguma coisa e tire esta criança daquele lar, estão a criar ainda mais problemas a esta criança, que raio d juiz é este e não há ninguém que consiga anular esta decisão???

  5. Sofia Colaço Says:

    Esta é uma stuação demasiado dolorosa. Tenho um filho com 7 anos e não consigo deixar de fazer um paralelo se agora fosse submetido a um horror destes. Não consegui deixar de pensar naquela criança a chamar pela mãe, a querer o seu quarto, os seus avós, amigos, a sua vida de volta. Como é possível que se tome uma decisão destas e ninguém possa fazer nada? A reportagem de ontem foi suportada pelas opiniões de várias personalidades competentes, de várias áreas, e todos dizem o mesmo: esta criança está a ser severamente prejudicada por uma decisão tomada há sete meses (façam as contas a quantos dias de sofrimento). Não há ninguém que possa alterar a situação? Porquê que temos sempre de aceitar a decisão de um juiz como se de um deus se tratasse? Por estudou muito? Não é o suficiente, não estudou o suficiente e não tem sensibilidade suficiente para decidir a vida de uma criança. Tem de haver uma forma de reverter esta situação e rapidamente. Cada dia que passa são 24 horas de sofrimento para uma criança que não fez nada para merecer isto. Multiplique-se pelos meses que ela vai lá ficar.

  6. Emilia Pacheco Says:

    Fiquei chocada, não só pela situaçao da criança, mas pelo conteúdo da reportagem que mais uma vez os nossos jornalistas e meios de comunicação (que nós também pagamos com os nossos impostos) nos injectaram de informações das quais saimos com imensas dúvidas e tiramos conclusões muitas vezes erradas – esta reportagem para mim apresentou-se imensamente manipulada por quêm?? não sei! mas muito ficou por esclarecer e os expectadores mais uma vez estiveram perante muitas irregularidades e contradições – como é uma mãe diz que quer tirar fotos à filha para mostrar aos avós, quando a mesma passou o final de ano com a mãe e supostamente com os avós – algo não bate certo, se o juiz não procedeu correctamente não sabemos totalmente, porque na reportagem só foram extraidos os parágtafos da acta que interessavam – posso concluir que para mim algo não bateu certo nesta mensagem.

  7. Duarte Mousinho Says:

    Alguém pode colocar aqui o link ou o ficheiro com a reportagem ???

    Isso era muito interessante.

    Ou enviar-me por mail ???

    Obrigado

  8. Duarte Mousinho Says:

    O meu nome é Duarte Mousinho vi pedaços da reportagem de ontem.

    Sou pai de uma menina que vai fazer 3 anos este Fevereiro.

    Conheço mal o caso da reportagem, mas posso dizer que a minha filha é vitima da mesma doença.

    Minha ex-mulher abandonou o lar, despediu-se do emprego, cortou o tlm e simplesmente desapareceu com a minha filha. Consegui descobrir o contacto da creche, nos Açores, onde fui proibido pela mãe de para lá ligar, mas que as educadoras fazem o favor de me dizer se a menina está bem ou não.

    Não vejo a minha filha há 4 meses, apesar de ela ter estado todo o natal em Lisboa .

    Os tribunais simplesmente ignoram estas situações.

    Todos lavam as mãos.

    A mãe desta reportagem simplesmente apagou da cabeça da filha a existência do pai.

    Diz mal dele à miúda, envenena-a contra o pai, simplesmente esta mãe tirou o pai da vida da menina.

    E o Juiz teve um par de tom…. enormes em declarar isto mesmo.

    A mãe tem de saber cuidar da menina ( porque tem a sua guarda ) e tem de proporcionar ao pai a visitas dele à menina ( há vários acórdãos do S.T.J. ).

    A mãe não é capaz de cumprir esta função então é retirada à mãe para que esta não continue a mal educar a menina e proporciona ao pai a possibilidade de ver e estar com sua filha em paz.

    Alguém perguntou se o pai, se a família do pai, se alguém desta parte da vida a menina tem algum contacto com a menina ? se já teve ?? como foi esse contacto ??

    A mãe chora que não tem a menina ?! e o pai e a familia do pai ?

    É justo, é moral, é legal, é a bem da criança que a mãe se vingue na sua filha todo o mal que o pai lhe poderá ter feito, à mãe. ??

    Hajam mais juizes assim.

    Parabens ao Juiz.

    Quanto ao reporter podia ter sido mais imparcial, procurar ver e saber como se processou tudo isto. Mas fez um bom trabalho.

    Esta é a minha posição, vale o que vale não comecem aqui a bater no ceguinho.

    Há 123 dias que não vejo, nem falo, nem ouço, nem contacto de forma alguma com a minha menina, por causa de uma mãe louca … Como esta ????

    • Estimado Senhor Duarte Mouziho,
      Lamento muito o que me conta. O que me narra é inaceitável. A sua ex-mulher não pode nem deve fazer-lhe isso. Infelizmente há muitos casos idênticos ao seu.
      Mas o caso que narrei é diferente: uma criança foi internada num lar evangélico apenas por não querer ver o pai, e o parecer do SAP (dado por Eduardo Sá a pedido do pai) foi aceite por um juiz que não respeitou os passos legais. A psicóloga Rute Agulhas (do Intsituto de Medicina Legal) afirmou que acompanhou toda a familia e frizou bem que nunca sentiu que houvesse da parte da mãe qualquer sugestionamento contra o pai de Maria.
      Claro que eu sei que não quererá ver a sua filha num orfanato, mas sim em circunstâncias normais. O SAP não existe. Lute pela sua filha, resolva os problemas com a sua ex-mulher e conte com o meu apoio. Em breve enviar-lhe-ei o meu telefone. O meu email joseramoseramos@gmail.com.

      • Tigao Almada Says:

        Sr. Ramos,

        Você mente, ou não leu a sentença (muito menos os acordãos…) ou não sabe ler, ou tem objectivos pessoais que esconde sob a miséria doutrem…

        O Juiz não fundamentou a decisão na razão que você diz. Que a criança não queria ver o pai é um aspecto do inferno em que ela foi colocada (pela mãe, sem dúvida…).

        Se você é jornalista, se trabalha para a RTP1 (eu «pago-lhe» o salário, a avença, ou o que for…) tem o dever de ser rigoroso, intransigente com a verdade…

      • Alexandre Figueiredo Says:

        Bom dia Sr. Ramos,
        Chamo-lhe Sr, porque não o considero jornalista. Porque se fosse jornalista teria feito um trabalho mais completo.
        Não conhece a instituição, nem sabe o excelente trabalho que tem feito a nivel nacional.
        Associou rapidamente um lar evangélico a um internamento, no entanto não mostrou os funcionários que existem nas instalações. Não procurou saber as dificuldades que os responsáveis atravessam para fazer este trabalho, do modo mais perfeito possivel. Não procurou saber porque o juiz escolheu aquele lar e não outro.
        Este lar e outros dirigidos por instituições evangélicas fazem muito mais do que pensa em comparação com outras. Isso sim era uma grande noticia, mas claro não tinha tanto sencionalismo.
        Espero uma resposta sua.
        Talvez para preparar (essa sim) uma grande noticia e limpar a sua imagem.
        Aguardo uma resposta sua.

        Cumprimentos,
        Alexandre Figueiredo

    • Senhor Duarte Mousinho,

      Lamento muito a sua situação e faço-o com o coração nas mãos porque sei o que é querer ver umq filha e não poder.

      O meu caso é diferente do seu, mas também é igual porque ambos sofremos por termos as nossas filhas longe de nós.

      O que conta é revoltante, imagino o seu sofrimento e o sofrimento da sua filha.

      Mas o que se passou comigo e com a minha filha Maria é diferente. Como o senhor viu, o pai nem há RTP quis falar e chamou inclusivé a GNR e depois impediu a passagem de qualquer som ou imagem dele.

      Repare eu não fugi com a minha filha, nem a sugestionei para não querer ver o pai, mas se essa for a sua opinião, então prendam-me a mim, mas não internem a minha filha num lar.

      O próprio juiz Nuno Bravo Negrão reconheceu que a Maria “apenas se acha no meio de um conflito de adultos”.

      Eu pergunto-lhe: só porque dois adultos discutem (e isso acontece em centenas milhares de casais em todo o mundo) uma criança de 8 anos é internada num orfanato evangélico, para levar lavagem ao cérebro a todo o momento.

      O senhor não preferia ter a sua filha consigo, numa partilha equilibrada com o outro progenitor? Ou quer que um juiz a meta num lar evangélico?

      Eu compreendo a sua aflição. Imagine como também eu estou desfeita. Conte com todo o meu apoio.

      Sabe? Não deviam ser os juízes a decidir estes casos, mas sim os psiquiatras, os pedo-psiquiatras, os psicólogos, mas apenas aqueles que exercem e não como o senhor Eduardo Sá.

      Este senhor deu o parecer do tal Síndrome de Alienação Parental a pedido expresso do pai sem nunca ter visto a minha filha.

      O senhor Eduardo Sá diz que nunca vê as crianças sobre as quais dá pareceres.

      O senhor acha bem isso?

      Suponha que é médico, ou advogado ou enfermeiro, como é que pode falar sobre pessoas, crianças, que nunca viu.

      Em breve enviar-lhe-ei o meu telefone, porque – como imagina – vou ter de comprar outro, porque tenho recebido muitos sinais de apreço mas tambêm tenho ouvido muitas grosserias e injustiças.

      Faço votos para que consiga ver a sua filhinha rapidamente.

      Antónia Correia

  9. Não vi, mas fiquei como tu, depois de te ler.
    Nós advogados costumamos dizer que cabeça de juíz é como rabinho de bébé: só sai m….
    Beijinhos

  10. Alexandre Azinheira Says:

    REPORTAGEM: A FILHA ROUBADA (RTP1 LINHA DA FRENTE 20 JAN 2010 21.00h)

    O trabalho do jornalista José Ramos e Ramos, autor desta reportagem, é um atentado á ética jornalística, ao direito do contraditório e poderá ser extremamente prejudicial para o futuro das crianças portuguesas viti…mas de um conflito litigioso entre os seus progenitores.

    Na ânsia tendenciosa e sensacionalista de atacar uma decisão judicial, que certamente não será perfeita, este jornalista sede à manipulação de que foi alvo por aqueles que querem desacreditar um fenómeno inegável na sociedade portuguesa e no mundo ocidental contemporâneo: O Síndrome da Alienação Parental.

    Na sua desmedida ignorância este jornalista chega à conclusão de que aquilo que é designado vulgarmente por S.A.P. é uma “doença mental” das crianças quando na verdade este termo é usado para identificar uma dinâmica negativa entre um progenitor e o seu filho/a com o objectivo de denegrir a imagem do outro progenitor.

    Quando isto acontece, o que é frequente em processos litigiosos, a criança sofre por passar a acreditar que não é digna de ser amada por ambos os progenitores. As consequências de tais acções por parte do progenitor guardião são altamente desestruturadoras do equilíbrio emocional da criança e, neste caso, representam autênticos maus-tratos psicológicos infligidos pela mãe manipuladora ao filho/a manipulado.

    Basicamente, a tese defendida por este jornalista, é a de que não existem mães que manipulam os filhos para odiarem os pais, recusando-se mais tarde a conviverem com eles. É uma tese falsa como todos sabem. Mas o mais grave é que na ânsia de o demonstrar este incompetente opta por não consultar os mais conceituados especialistas em ciências humanas portugueses como Maria Saldanha Pinto Ribeiro, o Pedro Strecht, Daniel Sampaio, Júlio Machado Vaz, etc.

    A ausência do contraditório e a escassez da argumentação do psicólogo Eduardo Sá tornaram esta reportagem num autêntico atentado ao direito de informação isenta da sociedade portuguesa.Faltou o essencial: Saber as verdadeiras razões que levaram esta menina a rejeitar o pai; Ouvir o Pai; Informar a sociedade portuguesa de que o Síndrome de Alienação Parental é defacto reconhecido pelos Colégios Oficiais de Psicologia Espanhóis, Alemães, Brasileiros, etc; Ouvir peritos na matéria; Contextualizar a situação no Processo de regulação das Responsabilidades Parentais em curso.

    Apesar do Pai ter recusado expor a sua vida privada muito provavelmente para tentar proteger a filha, este incompetente jornalista decide avançar mesmo assim contando com a autorização da mãe ignorando por completo o direito ao contraditório e desafiando na praça pública uma decisão judicial.

    Entretanto milhares de situações semelhantes acontecem todos os dias nos Tribunais de Família Portugueses: Mães manipulam os filhos para que odeiem os pais. Fazem-no por despeito sem olharem as consequências. Quando isto não resulta optam por falsas acusações de abuso sexual iniciando assim, uma escalada de litígios que condenam definitivamente a criança a uma infância no inferno.

    A limitada inteligência e falta de profissionalismo deste jornalista não lhe permitiram chegar à conclusão de que, se após a denúncia de abuso sexual feita pela mãe, não houve processo nem julgamento, se o pai nem sequer foi constituído arguido, é porque o Juíz sabe que essa denúncia é falsa. E porque este incompetente nunca se sequer se pôs esta questão a si mesmo, nunca sequer chegou a imaginar o mostro que é preciso esta mãe ser para fazer uma falsa acusação de abuso sexual.

    Sujeitando a sua filha a todo o tipo de violências psicológicas, esta mãe representa um perigo para a sua filha muito maior do que o pai. Claro que a solução não é institucionalizar a criança mas a extrapolação e generalização do tema feito por este incompetente tornaram a emenda bem pior do que o soneto.

    Lamentável e medíocre!

    • CAPULisboagp Says:

      Ao amigo Azinheira ( e aos outros que estão a prejudicar a imagens dos pregadores da verdeira mensagem de Deus)

      Já o mandámos calar num outro site, por onde amigo andou também envolvido numas conversas que não subsescrevemos e que são prejudiciais para o bom nome de Deus.

      Faça o favor de calar ou teremos de o mandar chamar.

      Nós não estamos de acordo com a reportagem da RTP1 Filha Roubada, mas respeitamos os sentimentos desta senhora, que sabemos ser crente em Deus.

      Nós não nos envolvemos nestas questões que são delicadas e que mexem com os sentimentos profundos das mães e pais.

      Espero que o amigo tenha compreendido que estamos a mandar calá-lo.

      Os seus comentários estão a prejudicar a nossa imagem.

      Cale-se e peça desculpa à senhora.

      A nossa missão é orar e converter. Entendeu?

      Ex.ma Sra Dra Antónia Correia aceite as nossas sinceras desculpa pelos posts que este amigo nosso descontrolado lhe colocou no seu site.

      E compreenda que julgamos estar a fazer o melhor pelas crianças que os tribunais colocam nos nossos lares.

    • O senhor tem de rever a reportagem.

  11. Duarte Mousinho Says:

    Até que enfim, alguém que sabe o que eu também sofro.

    Não foi dito na reportagem mas a criança foi institucionalizada para a sua própria protecção. Para ser afastada da mãe que lhe revolve o cérebro com mentiras e outros quejandos tais.

    O Juiz não a entregou ao pai pois que o nível emocional da menina quanto à presença e convivência com pai é muito baixo, e essa decisão poderia causar ainda mais dano na menina. Obrigada a viver com quem não qualquer relação e tem a péssima imagem era uma violência tão brutal como a que foi sujeita a esmeralda, outro caso da justiça português com uma decisão brilhante.

    Apenas se pretende afastar a menina da mãe, “lavar-lhe a cabeça” de depois entregar ao pai, pois que esta mãe, não sabe ser mãe.

    Bem fez o pai em resguardar a sua imagem e a da menina.

    E mal andará o Juiz se decidir prestar algum esclarecimento. A sua sentença é o bastante.

    Não queira a mãe ganhar na opinião pública o que perdeu na justiça !!!

    Eu tenho uma filha de quase 3 anos, cuja mãe fugiu para a ilha terceira, abandonado emprego, escola, casa de morada de família, tudo para me afastar dela.

    Não conseguiu manter o casamento e vinga-se na minha filha.

    Desligou tlm, veio ao continente no natal e nada me disse.

    Os nossos tribunais chutam a bola uns para os outros.

    O Bastonário dos Advogados disse hoje e com razão que estes juizes deveriam ter idade e maturidade e acrescento eu…deveriam ter filhos tambem.

    Ninguém sabe ou imagina as horas que eu passo à noite a chorar, o nivel de stress com que vivo, a depressão que tudo isto me causa.

    Por causa de uma mãe que não ama a sua filha, caso contrário não faria nada disto.

    Foi só um desabafo.

  12. A indignação que causou a quem viu a reportagem foi sobretudo o desfecho dado pelo Juiz a esta situação. Pelo menos a mim foi. Pô-la numa Instituição e na instituição que a reportagem mostrou que me perdoem mas não me parece que sirva os interesses da criança.É de facto duvidosa!…Sei que há casos e tenho um muito próximo de alienação parental por parte da Mãe da criança, mas tambémm não se4 pode generalizar. Para isso há técnicos e a sua opinião deve ser tida em conta, porque o Juíz tem que julgar com base em muitos pareceres. Agora tirar a criança da família? Não há avós? Não há parentes próximos que reunam condiçºoes de amor e carinho para dar aquela criança?
    É só!…

    • Alexandre Figueiredo Says:

      Amigo João,

      As suas insinuações ao lar deveriam ser cautelosas e bem medidas. Se quer saber o que faz a instituição, informe-se. Não mande comentários para o ar. Não sabe concerteza a dimensão desta instituição.

      Cumprimentos,
      Alexandre Figueiredo

  13. Não vi,mas pelo que leio estou doente, como é possivel?
    bjs

  14. É certo que existe Alienação Parental e falsas denúncias de abuso sexual.
    Mas será que agora, por tudo e por nada, se vai classificar a renuncia de uma criança em ver o pai como obra de alienação perpetada pela mãe?!
    Já me parece uma verdadeira caça às bruxas!!!!!
    A minha filha mais velha expressou o desejo de ficar comigo, mas um certo juíz -que teve a audácia de me avisar desde logo que, nos muitos processos que já lhe haviam passado pelas mãos, muitas vezes decidira pelo pai- resolveu, porque assim lhe apeteceu (já po tinha em mente fazer, muito antes da sentença), negar-lhe esse direito.
    Crianças não têm direitos, mas interesses. Não o delas, mas o dos interessados!!!! É obra!

  15. Sónia,
    como calculas já conheço o tema há algum tempo.
    Um beijo grande
    Luís Castro

  16. Resposta aos progenitores indignados (?) porque -bem vistas as coisas – não são capazes de resolver os seus problemas com a outra parte e preferem empurrar os filhos para orfanatos religiosos; resposta a cada um deles:

    Ao abrigo da lei 64/2007, nº12,alinea 1, depois de 4 meses a elaborar reportagem em causa, digo-lhe que são os pais quem se deve entender, não fazendo das crianças bodes expiatórios das suas incapacidades dos adultos.

    Veja de novo a reportagem e com atenção.

    Mas deixe-me perguntar-lhe: honestamente, o senhor acha que os três sintomas que são descritos (resistência em mudar, argumentação contrária e pânico na hora da visita) são sintomas específicos de alguma doença?

    O senhor não faria o mesmo se não quizesse atravessar de barco o Tejo num dia de tempestade e depois lhe pedissem para o atravessar e de seguida o obrigassem a atravessar o Tejo mesmo contra a sua vontade?

    Acha que uma criança, por pender para um dos progenitores, tem de ser internada num lar que lhe transmite uma religião?

    Acha mesmo que uma criança não pode ter opinião?

    Sabe há quantos anos exerce o juiz a profissão de juiz?

    Sabe que o psicologo que deu o parecer do SAP nunca vê as crianças sobre as quais dá os pareceres?

    http://www.joseramoseramos.com

    • soniapessoa Says:

      Caro José Ramos e Ramos, antes de mais, é um prazer recebê-lo aqui. Obrigada pela correcção em relação ao facto de a menina se recusar a ver o pai desde os quatro anos, foi, de facto, má interpretação minha. Em relação à reportagem, quando escrevi este post, foi uma reacção quase expontânea perante o sofrimento de uma criança, coisa que me impressiona sempre muito. Concordo com alguém que disse que ficam muitas perguntas no ar. É também claro que uma reportagem não conta uma vida inteira, mas temos assistido, nos últimos tempos, a histórias que se repetem de forma quase igual e em que o final acaba sempre com mais uma criança institucionalizada, mercê de decisões judiciais muitas vezes questionáveis. Numa coisa estamos, penso eu, todos de acordo, as ciranças não podem servir de bodes expiatórios às incapacidades dos pais, como bem disse. E penso que também estamos de acordo de que a solução não passa por internar estas crianças e privá-las do único meio ambiente que conhecem, que é o seu meio familiar. Opiniões, claro, há muitas… criança a sofrer há uma, a Maria. Prabéns pelo seu trabalho. Abraço e volte sempre, Sónia Pessoa

    • Alexandre Figueiredo Says:

      Sr Ramos,
      Não sei o que o Sr tem contra a religião, mas não teve o cuidado de saber, o que a instituição faz antes de mostrar a sua reportagem. Tal como foi dito na sua propria reportagem, ninguem está a obrigar as crianças a seguir uma determinada crença religiosa. É opção delas, e que também não diz na sua reportagem, se a Maria está ou não a ir.
      O Sr. encaminhou a sua reportagem no sentido duma associação pró-evangelização de crianças, também em Vendas Novas, mas toda a gente viu que não é a mesma instituição. Mais, não estão sequer relacionadas por método nenhum, nem mesmo esta ultima é uma IPSS.
      Relembro que a instituição Lar de Betânia, apesar de ser apoiada pelas Assembleias de Deus, não lhe pertence, são duas entidades completamente distintas.
      De acordo com a lei, se assim não fosse o Juiz nunca poderei enviar para lá a Maria.

      Cumprimentos,
      Alexandre Figueiredo

  17. Duarte Mousinho Says:

    Caro repórter, li com atenção as suas palavras, e se ler os meus post sabe sofro como o pai dessa criança sofre.

    Minha Ex-mulher fugiu há 4 meses e impediu-me de a contactar. Tenho 4 processos a correr, ela recusa abrir a porta à policia e até apanha aviões nas barbas da policia, tudo denunciado. Mas ela é filha de um Juiz dos S.T.J….Está tudo dito.

    Não vejo nem contacto a minha filha…nem sei onde e nem como está.

    Quanto à sua reportagem, digo-lhe que sou de Évora e esta foi uma situação muito falada aqui. Todos nós a conhecemos e, quase, todos a aplaudimos.

    Mas para que não suscitem dúvidas às suas questões deixe-me dizer-lhe que de facto a criança não deveria ir para um orfanato, e muito menos com cariz religioso. Mas prender-se a esta questão é fugir ao cerne da questão.

    O Juiz deveria entregar a menina ao pai, com visitas vigiadas à mãe e acompanhamento por parte de técnicas da S.S.

    De facto o Juiz está em inicio de carreira, mas por isso mesmo, teve o sangue frio de ver o que um pais inteiro ainda não percebeu. A bem desta criança ela tem de ser afastada da mãe.

    Se a opinião das crianças fosse válida as cadeias estavam cheias de violadores, agressores e sujeitos tais. Só quem não lida com crianças é que não sabe da sua imaginação, fruto da idade, da sua capacidade inventiva.

    Por último respondo-lhe, sem mandato para tal, que o psicólogo se fez o seu parecer sem ver a criança prende-se com o facto de querer afastar das emoções do caso. O seu parecer é técnico e rigoroso e não pode ser objecto ou alvo de manipulação emocional.

    Se até o Sr. Repórter, após várias horas a levar com uma mãe a chorar, iniciou a reportagem a dizer que a menina foi roubada à mãe “só porque não quer ver o pai”

    E não foi roubada ao pai ? à família deste ? Por que carga de água tem a mãe mais direito a ter um filha que o Pai.

    Essa a razão porque o psicólogo não contacta as crianças pessoalmente.

    E já agora que gostam tanto de lei, vejam os acórdãos do S.T.J. que claramente pugnam pela capacidade da mãe em saber integrar o pai na vida da filha. Se a mãe não sabe ou não quer que o pai faça parte da vida da filha, então esta criança não pode estar com a mãe.

    Continue o bom trabalho, investigue a SAP em Portugal, faça mais reportagens deste tema. Daqui a um ano vamos todos aplaudir o seu trabalho.

    • soniapessoa Says:

      Duarte, espero que tudo se resolva da melhor maneira para si, e especialmente para a sua menina. Abraço, Sónia Pessoa

    • Não vou perder mais tempo com o senhor.
      São as últimas linhas.
      O senhor não tem o discernimento para perceber que cada caso é um caso? Eu contei aquele caso.
      A sua razão está a tornar-se numa obsessão.
      Então acha bem que um juiz interne uma criança num orfanato só porque não quer ver o pai (ou a mãe)?
      Acha que as opiniões das crianças não são válidas? Mas porquê?
      E o senhor acha mesmo que alguém pode falar de uma criança que nunca viu? O senhor também reprsenta clientes com quem nunca falou ou sequer viu?
      O juiz devia entregar a criança ao pai, quando ela recusa ver o pai? E já agora dar uns acoites… E pisar o rabo do gato e correr o cão à pedrada.
      Mas você é doido? A criança é algum brinde de bolo-rei? Dá-se a quem merece…?
      O senhor não percebe que todos têm as suas razões que é necessário harmonizar?
      O senhor está muito perturbado. E ainda bem que a criança está longe de si.
      Sabe que mais? O senhor é um tonto.

      • Estou confuso. O sr. Ramos e Ramos, ora acolhe com agrado e incentiva o sr. Duarte Mouzinho, como é patente no post abaixo, com o qual respondeu ao sr. Mouzinho no dia 27 de janeiro, como agora vem discordar de e insultar o sr. Mouzinho! Este sr. Ramos não é certo!

        O sr. Ramos e Ramos, o sr. fez a sua reportagem, ficou muito sensibilizado com aquela mãe, empatiza com o sofrimento dela, como transparece na sua reportagem e nas suas palavras. E com o sr. Mouzinho, que descreveu a situação em que se encontra, não empatiza? Qual é a razão? Não mete entidades religiosas ao barulho, é isso? Não lhe dá jeito levantar suspeição e manchar publicamente instituições que nenhuma culpa têm, a não ser ajudar o próximo? No caso do sr. Mouzinho não há sensacionalismo, é isso? Tenha vergonha.

  18. http://www.joseramoseramos.com

    Estimado Senhor Duarte Mouziho,
    Lamento muito o que me conta. O que me narra é inaceitável. A sua ex-mulher não pode nem deve fazer-lhe isso. Infelizmente há muitos casos idênticos ao seu.

    Mas o caso que narrei é diferente: uma criança foi internada num lar evangélico apenas por não querer ver o pai, e o parecer do SAP (dado por Eduardo Sá a pedido do pai) foi aceite por um juiz que não respeitou os passos legais.

    A psicóloga Rute Agulhas (do Intsituto de Medicina Legal) afirmou que acompanhou toda a familia e frizou bem que nunca sentiu que houvesse da parte da mãe qualquer sugestionamento contra o pai de Maria.

    Claro que eu sei que não quererá ver a sua filha num orfanato, mas sim em circunstâncias normais.

    O SAP não existe. Lute pela sua filha, resolva os problemas com a sua ex-mulher e conte com o meu apoio.

    Em breve enviar-lhe-ei o meu telefone.

    O meu email joseramoseramos@gmail.com

    ww.joserampseramos.com

  19. Nuno Martins Says:

    A PROPÓSITO DO PROGRAMA “FILHA ROUBADA”

    Assessoria Jurídica, 2010-01-25

    A propósito do programa “Filha Roubada”

    Os evangélicos, nomeadamente, aqueles que compõem a “Aliança Evangélica Portuguesa” contam-se entre os portugueses que durante dezenas de anos foram privados de Direitos Fundamentais como a liberdade de expressão e de informação. Por isso, sabem dar valor ao importante papel que em democracia tem o jornalismo quando feito com rigor e isenção.

    A “Aliança Evangélica Portuguesa” respeita e valoriza o trabalho insubstituível dos profissionais da comunicação social e está, como sempre esteve, disponível para contribuir com os esclarecimentos que forem julgados necessários e adequados para que em cada caso a informação veiculada pelos órgãos de comunicação social seja completa, rigorosa e imparcial.

    Infelizmente, e salvo o devido respeito, não foi uma informação completa, rigorosa e isenta a que foi prestada a quem viu o programa do Canal 1 da RTP “Na Primeira Linha” emitido na passada quinta-feira, dia 20 do corrente mês de Janeiro.

    No programa é feita referência, por duas vezes, à “Aliança Evangélica Portuguesa” porém, em nenhum momento, foi a AEP contactada para prestar esclarecimentos, diria mesmo, para se defender das imputações que lhe são feitas, já que o programa “Filha roubada” aponta um dedo acusador ao Tribunal Judicial de Fronteira, que decretou a institucionalização de uma menina de 8 anos e ao “Lar Betânia”, que acolheu a menor. A “Aliança Evangélica Portuguesa” é metida nesta lamentável história, sem justificação, como acontece, aliás, com a “Aliança Pró-Evangelização de Crianças de Portugal”.

    Em causa está o internamento de uma menina que à data contava 7 anos de idade, decidido por um juiz do Tribunal Judicial de Fronteira, numa instituição reconhecida e apoiada pela Segurança Social à qual foi entregue a menor retirada da casa de sua mãe.

    Não é difícil concluir, a quem viu o programa, que a decisão judicial é fortemente contestada, assim como é fortemente criticado o “Lar Betânia” em vários aspectos da sua actuação. O que se pode dizer é que nem o senhor Juiz nem o Lar ficam bem na fotografia que o programa “Na Linha da Frente” lhes tirou e depois de uma acusação bem montada ser apresentada ao longo de vários minutos é o espectador informado de que «uma rápida consulta na internet do “Lar Betânia” conduz à “Aliança Evangélica Portuguesa”» sem se informar o telespectador a que título e com que fundamento se faz esta ligação entre o Lar e a Aliança. Mais adiante é dito que a “Maria passou o Natal com o pai e o Ano Novo com a mãe e foi depois obrigada a regressar ao “Lar Betânia”, um dos trinta e sete lares que a “Aliança Evangélica Portuguesa” tem espalhados por todo o país, com suporte financeiro do Estado português. O internamento de Maria custa aos contribuintes portugueses €517 mensais.”

    É este um exemplo do tom da acusação em que a “Aliança Evangélica Portuguesa” é implicada.

    Ao longo da peça foram inquiridos 2 psicólogos, 2 pedo-psiquiatras, 3 advogados, 3 parentes da Maria, 1 representante da Convenção das Assembleias de Deus, mas em momento algum foram ouvidos os representantes de duas instituições que nada têm a ver com esta triste história, mas que por serem referidas a despropósito acabam por ver o seu bom nome prejudicado: a “Aliança Pró-Evangeliação de Crianças de Portugal” e a “Aliança Evangélica Portuguesa”.

    Não basta justificar a omissão e a falta de rigor com a ignorância do jornalista. Um bom profissional, seja ele de que ramo de actividade for, quando não sabe, pergunta. Já dissemos: a Aliança Evangélica está e sempre esteve pronta a prestar esclarecimentos.

    Para que conste: a Aliança Evangélica Portuguesa não tem rigorosamente nada a ver com a propriedade ou a gestão do “Lar Betânia”, como não é possuidora ou gestora de um único lar em Portugal, muito menos de 37 espalhados pelo país.

    A RTP está, por força da lei, obrigada a “proporcionar uma informação isenta, rigorosa, plural e contextualizada”. No caso concreto falhou no cumprimento do seu dever.

    Oportunamente a Aliança Evangélica Portuguesa exercerá o seu direito de resposta para reposição da verdade e reparação do seu bom nome.

  20. Sergio Moniz Says:

    O asco que esse Senhor Doutor Eduardo Sá me mete.
    A irresponsabilidade de quem não tem noção do peso e impacto que a má utilização da ciência psicológica pode ter é aprendida no 1º ano da licenciatura, mas nitidamente este senhor acha que o numero de vendas dos seus livros ou o numero de vezes que a SIC o convida para ir comentar disparates com voz paternal valida as aberrações de juízo que este senhor faz.

    Um psicólogo que não vê a criança porque confia no parecer do tribunal? O tribunal não mente nem se engana por isso não há necessidade de conhecer e avaliar a criança? Então ele está lá a fazer o que? A dar o perigoso aval cientifico a uma decisão judicial sem qualquer fundamento empírico?

    Que vergonha para o Instituto Universitário que este senhor representa.

  21. Caro José Ramos e Ramos, Teremos todo o gosto de lhe explicar o complicado mundo de interesses que se move nesta área de forma a não dizer, sem qualquer fundamento e conhecimento de causa (que tem demonstrado nas palavras que disse neste blog e outros) o que é a SAP e a Alienação Parental (que, como deveria saber, são 2 coisas distintas). Que existem comportamentos padrão de afastamento de um progenitor de outro e que isto é um problema social cada vez maior, existe. Que a decisão do juiz possa ser discutível em praça pública é aceitável, o que não é aceitável é tentar descredibilizar um conceito para criticar a decisão, pois muitos pais, técnicos, avós e voluntários lutam há anos para demonstrar que este comportamento padrão (se não quiser chamar-lhe SAP chame-lhe outra coisa qualquer, pois em Espanha, Inglaterra e outros países reconhecem e pelo que nós sabemos não têm psicólogos com menos capacidade que os portugueses) que é prejudicial à saúde fisica e socio-emocional das crianças. O Brasil está a resolver isto de forma muito simples: não se discute se existe ou não SAP, simplesmente mete-se na lei que a prática dos comportamentos x, y e z em situações como estas são considerados graves e como tal passíveis de mudança da guarda.
    O grave desta situação é a tentativa de describilizar um conceito (a referencia da Jurista Clara Sottomayor à pedofilia é estatisticamente desmontável e intelectualmente desonesta (a não ser que no depoimento dela que não passou tenha outras coisas)) está a tentar passar-se uma esponja sobre um comportamento que ainda é social e culturalmente aceite e que coloca em perigo milhares e milhares de crianças portuguesas. A pergunta que deve fazer, até pelas reacções de outros pais, é se a abordagem ao caso foi a melhor.

  22. Continue a ter força nós estamos (geral)do lado de _____________.Infelismente não posso dizer o nome mas a (o)_______________que continue a ter esperança a Maria fica com você a (o)______________.
    Não perca esperança.

  23. José Alberto Carvalho criou um conjunto de recomendações para os jornalistas da RTP. A ideia foi avisar os jornalistas para terem atenção quando opinassem na blogosfera e nas redes sociais.

    O director de informação da RTP alertou os jornalistas da estação pública de televisão para os cuidados a terem com as suas opiniões quer na blogosfera quer nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

    Assim, há uma semana José Alberto Carvalho enviou um e-mail à redacção com nove pontos que considerou “recomendações”, não deixando, no entanto, de encorajar o uso deste tipo de ferramentas, linha seguida por outros jornais estrangeiros como os norte-americanos Washington Post e New York Times.

    Os jornalistas, segundo o jornal 24 horas, aceitaram as novas regras da direcção.

    Eis os nove avisos aos jornalistas:

    1) Nada do que fazemos no Twitter, Facebook ou Blogues (seja em posts originais ou em comentários a posts de outrem) deve colocar em causa a imparcialidade que nos é devida e reconhecida enquanto jornalista.

    2) Os jornalistas da RTP devem abster-se de escrever, “twitar” ou “postar” qualquer elemento – incluindo vídeos, fotos ou som – que possa ser entendido como demonstrando preconceito político, racista, sexual, religioso ou outro. Essa percepção pode diminuir a nossa credibilidade jornalística. Devem igualmente abster-se de qualquer comportamento que possa ser entendido como antiético, não-profissional ou que, por alguma razão, levante interrogações sobre a credibilidade e seriedade do seu trabalho.

    3) Ter em conta que aquilo que cada jornalista escreve, ou os grupos e “amigos” a que se associa, podem ser utilizados para beliscar a sua credibilidade profissional. Seguindo a recomendação do “NY Times”, por exemplo, os jornalistas – deverão deixar em branco a secção de perfil de Facebook ou outros equivalentes, sobre as preferências políticas dos utilizadores.

    4) Uma regra base deve ser “Nunca escrever nada online que não possa dizer numa peça da RTP”.

    5) Ter particular atenção aos “amigos” friends do Facebook e ponderar que também através deste dado, se pode inferir sobre a imparcialidade ou não de um jornalista sobre determinadas áreas.

    6) Enunciar, de forma clara, no Facebook e/ou nos blogues pessoais que as opiniões expressas são de natureza estritamente pessoal e não representam nem comprometem a RTP.

    7) Meditar sobre o facto 140 caracteres de um twit poderem ser entendidos de forma mais deficiente (e geralmente é isso que acontece!) do que um texto de várias páginas, o que dificulta a exacta explicação daquilo que cada um pretende verdadeiramente dizer.

    8) Não publicar no Twitter ou em qualquer plataforma electrónica documentos ou factos que possam indicar tratamento preferencial por parte de alguma fonte ou indiciem posição discriminatória sobre alguém ou alguma entidade.

    9) Ter presente que todos os dados eventualmente relevantes para fins jornalísticos devem ser colocados à consideração da estrutura editorial da RTP, empresa de media para a qual trabalham.

  24. Parece-me que o sr. José Ramos e Ramos está a ficar muito mal nesta fotografia…

  25. Lamento que as pessoas apenas oiçam e “comam” o que lhes colocam à frente, sem pensarem nem se interrogarem. Uma criança não começa a detestar o pai do nada. Também gostava de saber se as coisas seriam iguais se a Maria fosse para um lar diferente. Falamos de liberdade religiosa, mas tanto o jornalista, como muitas pessoas que apareceram na Tv são nitidamente parciais. Acho de má índole a reportagem, quando atacam aquele lar e o “pintam” à sua maneira, bem como o pai da criança. Isto é que é jornalismo? Eu estava a ver a reportagem e qualquer pessoa sabe que fosse qual fosse o lar, terá que respeitar as ordens do juiz e a mãe terá que perceber isso. Lamento a sua dor, mas a mãe em causa está a canalizar o ódio que tem pelo seu ex-marido para as pessoas e intituições erradas. Confesso que não gostei da decisão do juiz, mas a forma vergonhosa como estão a lutar é péssima. Haja prudência e se houver uma próxima reportagem, falem de forma imparcial e verdadeira.

    • Reveja a reportagem, far-lhe-á bem.

      • Sr. José Ramos e Ramos, o que quer que eu veja?! Quem tem olhos para ver e ouve com atenção percebe que a reportagem é extremamente tendenciosa e sensacionalista. Ficava-lhe muito bem admitir o seu erro jornalistico: omissão, parcialidade, falta de pesquisa sobre os VERDADEIROS factos, ou já se esqueceu que isso é essencial para se ser um bom jornalista? Sinceramente quem deveria rever a reportagem é o Sr., mas certamente que não o fará porque isso mexe com a sua consciência. Lamento e obrigada na mesma pela sua resposta. Um bom trabalho.

    • A senhora está a sofismar. Está a brincar cm coisas sérias. É uma atitude muito silly. Não seja tonta. Tenha juizo. Não faça comentários absurdos, não fale de coisas que não sabe. Olhe, fale de couves, alfaces e outras coisas porque são assuntos mais leves. Ou será que também é uma fanática do seu umbigo?

      • Nem merece resposta. Um pouco de boa educação fazia-lhe bem. Não ataquei a sua pessoa, mas mostrei em parte o meu desagrado quanto ao seu trabalho nesta reportagem, o que por sua vez, não fui só eu. Este tipo de resposta que me deu só o deixa ficar muito mal. Acalme-se e adeus.

      • O sr. José Ramos e Ramos faria melhor em olhar para o seu umbigo, no que toca a fanatismos. Basta uma leitura atenta do seu site para perceber quem o sr. realmente é, e o porquê do teor com que fez a sua “reportagem”. Olhe que quem tem telhados de vidro, não atira pedras.

      • Sr. José Ramos e Ramos

        A calma não se perde, cultiva-se, e certeza de uma trabalho bem feito, bem suportado; inclusivé no contraditório, asseguram que não percamos a calma!!!!!!!

        Não pode também o meu amigo, por um direito que tem, de sentir empatia com um caso, se esquecer do seu lugar e do seu papel, não esqueçamos pois o código deontológico pelo qual deve pautar a sua actuação.

        A arroggância que exibe nas suas últimas palavras são estranhas e mostram a insegurança que que não se deixa interpelar pelos facto que outros apresentam.

        De facto é estranha toda a sua prestação e incoerente.

  26. É muito fácil fazer uma reportagem deste género.
    Se a mãe é assim tão boa porque é que o tribunal não deixou a menina com a mãe? Por algum motivo foi…
    Pessoas desequilibradas e com vontade de aparecer na televisão há muitas… o que não é justo é uma instituição perder credibilidade por causa de uma reportagem sensacionalista que só mostra um lado da questão.
    acho que esta noticia do site da associação sindical dos juízes é clara: http://www.asjp.eu/index.php?option=com_content&task=view&id=123&Itemid=1

    que a justiça e verdade sejam vencedoras.

  27. Importante: vejam o que a Associação Sindical dos Juízes diz sobre o caso: http://www.asjp.eu/index.php?option=com_content&task=view&id=123&Itemid=1

    não podemos comer de tudo sem analisar…

    • Há uns juizes que acham que são primos de Deus.

      • parece que o colectivo de juízes não conta para a história.
        acho impressionante como tendo acesso a estes dados não foi capaz de os usar.

        muita coisa nesta história não foi bem contada. E sabe muito bem que as instituições não podem prestar declarações sobre estes casos sem autorização do tribunal.

        acho que não lhe ficava mal colocar alguma verdade na história.

      • Ñão haverá também jornalistas que abusam do seu papel na sociedade… o qual tem regras:~

        O direito à informação é algo de tão importante que não deve ser banalizado … nem tão pouco instrumentalizado.

        Que arrogância……………………….

  28. Pedro Alves Says:

    O texto que a seguir transcrevo é publicado no site da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, acessível através do endereço http://www.asjp.eu , onde também está disponível um documento PDF com a decisão do juiz de fronteira.

    “Esclarecimentos públicos prestados pela ASJP

    No dia 20 de Janeiro de 2010 a RTP passou uma reportagem intitulada “Filha Roubada”, relativa à decisão proferida por um juiz do Tribunal de Fronteira num processo de regulação do poder paternal, de confiar provisoriamente a guarda de uma menor a uma instituição de assistência.

    A ASJP, como repetidamente tem afirmado em situações semelhantes, respeita totalmente o direito de crítica sobre as decisões dos tribunais e a função insubstituível da comunicação social.

    Do mesmo modo, deve a comunicação social sujeitar-se à crítica quando, como foi manifestamente o caso, actua de forma tendenciosa e parcial, omitindo factos de que tinha conhecimento e que eram da maior relevância para a compreensão do caso, em flagrante violação dos deveres da ética jornalística e da vinculação ao princípio da verdade.

    Por tal razão, entende a ASJP prestar publicamente os esclarecimentos que a RTP intencionalmente omitiu na referida reportagem e publicar a decisão do juiz, para que cada um possa avaliar directamente os factos de que o tribunal dispunha para decidir e os argumentos que ponderou nessa decisão:

    1) O processo de regulação do poder paternal desta menor iniciou-se em Dezembro de 2005 e arrasta-se há mais de quatro anos com dezenas de conferências, reuniões, avaliações técnicas e tentativas de diversa natureza para se conseguir o cumprimento, pelos pais, das decisões do tribunal, obrigando a constantes intervenções policiais e técnicas.

    2) Na conferência de 22 de Junho de 2009 (decisão que se publica abaixo) o juiz decidiu confiar provisoriamente a guarda da menor a uma instituição de assistência, sujeita a acompanhamento técnico especializado e à elaboração de um relatório no prazo de um mês sobre a evolução da situação e a eventual necessidade de revisão da medida.

    3) Essa decisão do juiz foi tomada na sequência de um pedido do Ministério Público e fundada em relatórios especializados, que constam no processo e foram referidos na decisão, que sinalizavam a existência de uma situação de perigo para a menor.

    4) A mãe da menor não concordou com a decisão do juiz de Fronteira e recorreu para o Tribunal da Relação de Évora. Nesse tribunal, em 4 de Novembro de 2009, por unanimidade, três Juízes Desembargadores confirmaram aquela decisão.

    5) Houve ainda outro recurso para o mesmo tribunal, em que a mãe da menor arguiu a nulidade da decisão do juiz, que, em 9 de Dezembro de 2009, de novo por unanimidade, foi julgado improcedente por três Juízes Desembargadores.

    6) As referências a eventuais abusos sexuais de que a menor teria sido vítima, temerariamente referidos na reportagem da RTP para procurar demonstrar a insensatez da decisão do juiz, foram investigadas pelo Ministério Público num inquérito criminal que, por decisão de 3 de Setembro de 2009, concluiu não existirem indícios que confirmassem aquelas imputações.

    7) Ao longo do tempo em que a menor tem estado à guarda da instituição de assistência está a ser acompanhada por técnicos especializados, que enviam relatórios periódicos ao tribunal, elaborados por uma psicóloga e uma assistente social, designadamente os de 26 de Junho, 27 de Julho e 10 de Dezembro de 2009, dando conta dos resultados da monitorização da evolução da saúde da menor e do relacionamento desta com os pais. Nesses relatórios propõe-se que a menor continue à guarda da instituição.

    8) A decisão em causa é provisória e pode ser revista a todo o tempo, em função da evolução das circunstâncias, mas a verdade é que desde Setembro de 2009 está colocada no Tribunal de Fronteira outra juiz que tem entendido mantê-la com base nos elementos de que dispõe.

    Basta comparar o conteúdo do trabalho jornalístico com as informações aqui descritas, que eram do conhecimento da RTP e foram intencionalmente ignoradas, para se perceber a intenção e parcialidade daquela reportagem e a necessidade de a ASJP intervir em busca da reposição da verdade integral dos factos.”

      • Sr. Ramos e Ramos, é essa a sua melhor resposta, fazer comentários jocosos a críticas ao seu trabalho? Nas intervenções que fez neste blog, algo terá demonstrado, menos ser um bom profissional. Não respondeu a nenhuma das críticas que recebeu, não se preocupou em esclarecer as incongruências da sua “reportagem”, nem tão pouco demonstrou ser minimamente sério, ou pelo menos, se tentou revestir da “seriedade” com que apresentou a sua “reportagem”. Não está de parabéns, sr. Ramos e Ramos.

  29. Pedro Albuquerque Says:

    Caros Senhores e senhoras que vieram aqui comentar por acharem uma péssima reportagem, acho que não vale a pena pois o sr jornalista, não quer ver; é claro que a reportagem é tendenciosa, é claro que aquela sra não nos comoveu com as lágrimas de corcodilo e é claro que se ela tenta influenciar a filha contra o pai, não pode ser considerada boa mãe, representando um perigo ao seu normal desenvolvimento, por isso o Sr Dr juiz resolveu tirar-lhe a guarda, um grande aplauso para o Juiz pela coragem, por algum lado se começará a fazer justiça. Quanto ao Sr jornalista, deverá cumprir com o seu dever, essa é uma televisão paga por todos nós, deve fazer reportagem, informar e não opinar, não é para isso que lhe pagamos.

  30. www.joseramoseramos.co Says:

    O senhor é um tonto, um tipo medieval, um veradeiro asno.

  31. www.joseramoseramos.co Says:

    O senhor é um tipo medieval, talvez um ferrador de cavalos ou se calhar um carrasco feio, sujo e porco.

  32. soniapessoa Says:

    QUANDO COLOQUEI ESTE POST, ESTAVA LONGE DE IMAGINAR A CONFUSÃO QUE ELE ÍA DAR… CONFUSÃO A VÁRIOS NÍVEIS, SEJA DE DESENTENDIMENTO, SEJA DE INTERPRETAÇÕES, ETC… SEJA COMO FÔR, A PARTIR DE DADA ALTURA, APERCEBI-ME QUE A DISCUSSÃO JÁ NÃO ERA MINHA E DEIXEI ESTE (MEU E VOSSO) ESPAÇO ABERTO À DISCUSSÃO. INTERVENHO AGORA PARA DIZER… INSULTOS NÃO VALEM, POR FAVOR!!… A DISCUSSÃO QUER-SE SAUDÁVEL E CIVILIZADA, TUDO O QUE FUGIR DESSA LINHA, NÃO É AQUI BEM VINDO.

  33. Com o devido respeito, só o sr. Ramos e Ramos insultou aqui alguém. A única intervenção do sr. Ramos e Ramos que fugiu ao insulto, foi quando o sr. Duarte Mouzinho interviu nesta discussão, pois o sr. Ramos e Ramos encontrou nele, combustível para a sua demanda. Digo isto sem querer minimizar ou sequer tirar valor ou importância à intervenção do sr. Duarte Mouzinho, que fique claro. Em todas as outras respostas que deu, o sr. Ramos e Ramos foi vago, frustrantemente obstinado e insultuoso. Teria sido bom, para a discussão e esclarecimento dos espectadores, que o sr. Ramos e Ramos tivesse de facto participado na discussão, e esclarecido, oportunamente, as dúvidas de uns e contraposto as opiniões contraditórias de outros, com factos. Mas não o fez. Talvez ainda o faça, seria bom…

  34. Duarte Mousinho Says:

    Bem vamos lá então a ver umas coisas.
    Não sou nem nunca fui a favor de extremismos.
    Se alguém aqui sabe na pele ( há mais de 4 meses ) que é ser vitima de alienação parental, sou eu. minha ex-mulher fez pior que esta mãe.
    Introduziu um dado novo na discussão. A minha ex-mulher simplesmente cortou todos os laços que eu tenho com a menina ( morada falsa, tlm desligado, proibiu as educadoras de falar comigo ou de me passar o telefone à menina ) . Nunca me telefonou, ou enviou carta, ou recebe as minhas cartas ou atende as minhas chamadas…Nada, simplesmente está na ilha terceira, sem contactar ninguém ( excepto claro a família dela )
    Eu pergunto, quantos pais nestes país estamos nesta situação ?
    Mas a minha ex-mulher fez melhor, sendo filha de um Juiz do Supremo Tribunal de Justiça, conhece bem as regras processuais. Agora, 4 meses volvidos, anda o processo do tribunal de Évora para Angra, em Setembro inicia-se um novo ano escolar ( ela é educadora do ensino especial, educada ou reeduca crianças cujos pais as abandonaram !!! ), quando for agendada a conferência é colocada noutro concelho e lá vamos todos nós.
    A estratégia dela é um misto de monforte com caso esmeralda.
    Sublime…ela própria antes de ir me o disse, em tom de ameaça.
    Mas dizia eu .
    De certo modo compreendo o Sr. Jornalista, foi envolvido no ambiente da mãe e sua família, sem qualquer comentário do lado pai, e depois escambou a argumentação para o lado da Igreja.
    O homem falhou porque não soube distanciar-se da coisa, como fez o psicólogo.
    Só lhe aponto, ao sr. jornalista isso mesmo, e o facto de esta reportagem ter saído uns 15 diz depois da reportagem da sic sobre a Alienação Parental, onde se prova inequivocamente que esta doença existe, e é introduzida por pais e mães que pura e simplesmente não querem que os filhos vejam os outros.
    É que as reportagens são pagas por quem as pede, não tenham dúvidas, agora usar uma instituição do estado ??? É feio e fica mal.
    Os pais divorciam-se deles mesmos, mas não dos filhos.
    eu pergunto à mãe desta menina de monforte, o que fez ela para que a criança gostasse do pai ? É sua obrigação, como guardiã da menina fazer com que esta goste de estar com o pai…Se não consegue isso, então não é boa mãe. Não pode ficar com a sua guarda.
    Só a mãe pode um dia inteiro, 24h sobre 4h, introduzir na mente de uma criança de 8 anos, que o pai é boa ou má pessoa, e se ela (mãe) quiser a menina adora o pai. e tudo volta à normalidade.
    E por fim uma só linha, quando na peça se diz que a criança é feliz só com a mãe, e só com pai será ? olhem para o vosso filhos … Eles serão felizes só com um pai ?
    Todos temos de nos mentalizar que cada criança precisa de um pai e de uma mãe, custe o que custar a cada um deles.

    E por favor, não se insultem, não entrem nesse campo.
    Eu sofro, as crianças sofrem, todos sofremos todo o dia…

    Não entrem em campos que não justificam.

    O sr. Jornalista deverá pedir desculpa pelas ofensas e quem as fez deverá fazer o mesmo.

    Eu por mim, peço desculpa se ofendi alguém.

    ps: e desculpem lá a seca, mas escrever isto dói muito no coração

  35. Olá Sónia!
    Só hoje pude vir aqui, por razões que compreenderás, para além do trabalho.
    Também vi a reportagem e senti revolta, mas as estranhas decisões da justiça sobre crianças tornaram-se tão vulgares, que qualquer dia já ninguém liga.
    Amanha também vou publicar um post sobre o caso de uma criança. Não ndos meandros da justiça, mas da rádio.
    Lá te espero, porque também gostava muito de saber a tua opinião.

  36. Manuel Constantino Says:

    O Sr. Ramos e Ramos está completamente abstinado e cego, não pelo caso da menina, mas por uma situação mal resolvida há 5 anos com uma Evangélica.
    Eu sei do que falo.
    Como não teve o que queria, agora quer lixar quem não deve.

  37. oramoseramoséincimpetente Says:

    parafaseando o próprio jornalista: não fale de coisas que não sabe, melhor, não faça reportagens sobre coisas que pouco domina. Afinal é apenas um jornalista com um ego que acha que sabe tudo, mas afinal sabe muito pouco.

  38. Hoje, dia 23 de Fevereiro de 2010 (8 meses depois do internamento de Maria, venho aqui escrever o que penso:

    O tempo vai passando no seu compasso de sempre e não espera por nada ou alguém.

    Uma criança – a Maria -(entre milhares continua presa e amordaçada na sua dignidade e na sua liberdade!

    O que fazem os adultos? NADA?
    Preocupam-se com ela e com outras em semelhante situação? NEM UM POUCO.

    Estamos a viver tempos do TER e não do SER.
    Que importa meia dúzia de criancinhas infelizes ou não? Presas ou não? Desde que esses mesmos adultos que lhes estragam as vidas tenham os bolsos cheios de dinheiro (sujo, ou não, ganho honestamente ou não)?

    Cada vez que visito sites e blogs que falam do caso da “Menina Roubada” mais vergonha tenho do nosso país!

    Não, não estamos no grupo dos países desenvolvidos! Muito menos no chamado 1.º Mundo!

    Isto que se vê aqui e noutros sítios chama-se SUB-MUNDO! O mundo do VALE-TUDO, do “Venha a mim e tu…lixa-te”, do “Dinheiro tudo compra”, da VINGANÇA, da falta de escrúpulos.

    Meus senhores, enquanto se divertem com “faits-divers” muita gente sofre por causa de decisões injustas e parciais, mal fundamentadas e com base em documentos cuja veracidade é altamente discutível.

    Ao jornalista José Ramos e Ramos deixo uma opinião de alguém com alguma experiência de vida: Limpe o seu site. Ele é seu e não deve deixar que comentários de vão de escada (ou de copofonias) lá fiquem. Esses não merecem outro destino que não o do “lixo”.

    Continue o seu bom trabalho. As críticas só devem fortalecer a sua actividade. Mas o senhor já sabe isso. Agora, o que não presta nem deve ser mantido para que outras pessoas que o venham a visitar não se deparem com tamanha “troca de galhardetes de sarjeta”.

    À Sra. Sónia os meus cumprimentos!

  39. pff…… Nem queria acreditar cuando ouvi tal coisa, em que é que o juiz estava a pensar cuando pos aquela menina inocente num lar?? Sinceramente por esta é que ninguem espera…. fogo nao consigo imaginar o sofrimento dos pais principalmente da criança coitadinha….. Coitada da menina ela não merecia…. JA NÃO HÁ JUSTIÇA NESTE MUNDO COMO É QUE PODE SER POSSIVEL??

  40. Orlando Nogueira Says:

    INCRIVEL é a palavra correcta para este caso.
    Éste é um dos muitos casos que acontecem em portugal e que infelizmente não chegam ao conhecimento publico.
    Como é que um juiz pode decidir algo sobre uma criança se só “”sabe”” leis,e quando essas mesmas leis não são detrupadas em favor da…ou do…por influencia da ou do,conforme a amizade que os possa ligar,pois juizes não são máquinas e tem tendencias para o lado que mais lhes convem como é sabido.
    Casos destes nunca deveriam ser decididos so por um juiz mas por um colectivo de juizes para que não houvesse erros destes,ou por ignorancia e falta de humanidade,ou por influencias de um dos lados.
    Ponham-se na pele desta menina,as noites de choro,os pesadelos,os porquês que vão na cabecinha dela….
    Que este caso tenha fim,e um bom fim o mais rapido possivel para bem da MENINA que é a principal vitima.
    P.S. Sou pai e no meu divorcio a unica coisa que pedi foi que eles tivessem opção se escolha,fosse com a mãe ou comigo,e foi isso que aconteceu para bem dos dois.
    FORÇA MARIA EM BREVE ESTARÁS EM CASA JUNTO DOS AMIGOS E FAMILIA QUE TE QUEREM.
    ORLANDO.

  41. O PRIMEIRO TEXTO DE INES PEDROSA NO EXPRESSO SOBRE MARIA:

    Presa aos 7 anos

    Queixou-se dos abusos sexuais do pai e puseram-na de castigo.

    Inês Pedrosa
    In Jornal EXPRESSO Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

    Em Portugal, mais exactamente na povoação de Fronteira, a 22 de Junho do ano de 2009, uma menina de sete anos foi presa. Arrancada aos braços da mãe, professora, que é a sua referência de amor, e internada numa instituição. O seu crime? Recusar-se a ir dormir a casa do pai. Porquê? À psicóloga, explicou: “eu tenho nojo dele porque ele me agarra e dá-me beijos”. Acrescentou ainda que o pai lhe faz massagens “com muita força e no corpo todo, menos no cabelo e na cara, ali ele não mexe… depois chego a casa e quero logo tomar banho, porque tenho nojo dele”.
    A palavra “nojo” não é uma palavra qualquer. Quando a psicóloga começou a acompanhar a menina estava em curso, no Tribunal de Fronteira, um processo de divórcio litigioso entre os pais, pelo que a especialista entendeu enviar os relatórios da avaliação da criança ao Tribunal – que ordenou o desentranhamento e devolução do documento, por este não ter sido solicitado. Estranha-se, desde logo, que um tribunal recuse informação técnica acerca da situação de uma criança cujo destino está nas suas mãos. Em simultâneo corria contra o progenitor um processo por agressões à então sua mulher e mãe da sua filha, processo pelo qual veio a ser condenado. “Um dia mato-te a ti e à miúda!” – era uma das frases repetidas pelo pai, enquanto agredia a mãe, na presença da filha, então com três ou quatro anos de idade.
    Como a menina continuasse a berrar que não queria ir com o pai, que definia como “bruto”, chamou-se a GNR para garantir a entrega da criança, ao pai, contra sua vontade. E como desconfiava dos pareceres da psicóloga contratada pela mãe, decidiu o Tribunal que a Instituição Chão dos Meninos passaria a fazer a avaliação psicológica da menina e dos progenitores. Meses depois, a instituição elaborou e enviou ao Tribunal de Fronteira um documento intitulado ‘Informação Técnica com carácter Muito Urgente’, onde se lê o seguinte: “A criança vinha a chorar agarrada ao pescoço da mãe gritando que se queria ir embora. (…). Explicámos à X que queríamos apenas que ela pudesse dar-se bem com o pai e com a mãe. X grita e diz ‘Ele não é meu pai. Não gosto dele’. Perguntámos a razão de não gostar do pai e X gritou que ‘Ele mexe-me no corpo todo e no piu-piu e obriga-me a mexer no dele'”. A criança continuou a chorar ao dizer isto e a dizer que não quer ir com o pai. É de referir que durante este tempo a mãe de X manteve uma postura adequada, procurando acalmar a filha e reforçando a importância de estar com o pai. Perante esta revelação, e tendo consciência que a mesma constitui um elemento novo não relatado até agora no processo (o facto de alegadamente o pai a obrigar a tocar no seu corpo) solicitamos a intervenção da técnica Z (…) especializada nas situações de abuso sexual, por forma a salvaguardar a idoneidade da avaliação desta situação. (…) Na entrevista com a técnica Z, a criança revelou os locais onde o pai lhe mexia: “no corpo todo e no piu-piu”. No relatório da entrevista, especifica-se: “recorrendo a um auxiliar lúdico a X toca todo o corpo sem especificar nenhuma parte em concreto e reforçando o contacto com a sua vagina. (…) acrescenta igualmente que o pai lhe pede para que esta lhe toque. (…) Questionada sobre em que circunstâncias decorrem os contactos entre ela e o pai a menor responde que acontecem à noite quando ela dorme com o pai na casa deste (…)”.
    Em 22 de Junho último, entendeu o juiz iniciar mais uma conferência de pais com a exibição de um vídeo que declarou de “interesee lúdico”, no qual pretendia mostrar o que acontece às crianças que sofreram de “alienação parental”. E decidiu pela institucionalização da criança, nesse mesmo dia, sem sequer poder despedir-se da família. Há um mês que esta criança está presa e sem qualquer contacto com a família. Ainda bem que já não tenho 7 anos: ninguém pode obrigar-me a privar com um abusador. Tenho o direito à defesa da minha integridade, o direito a não ser considerada como “alienada” quando me maltratam, o direito a escolher com quem quero viver. Direitos que não são concedidos às crianças, em Portugal, no século XXI.

  42. Presa aos 7 anos

    Queixou-se dos abusos sexuais do pai e puseram-na de castigo.

    Inês Pedrosa
    In Jornal EXPRESSO Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

    Em Portugal, mais exactamente na povoação de Fronteira, a 22 de Junho do ano de 2009, uma menina de sete anos foi presa. Arrancada aos braços da mãe, professora, que é a sua referência de amor, e internada numa instituição. O seu crime? Recusar-se a ir dormir a casa do pai. Porquê? À psicóloga, explicou: “eu tenho nojo dele porque ele me agarra e dá-me beijos”. Acrescentou ainda que o pai lhe faz massagens “com muita força e no corpo todo, menos no cabelo e na cara, ali ele não mexe… depois chego a casa e quero logo tomar banho, porque tenho nojo dele”.
    A palavra “nojo” não é uma palavra qualquer. Quando a psicóloga começou a acompanhar a menina estava em curso, no Tribunal de Fronteira, um processo de divórcio litigioso entre os pais, pelo que a especialista entendeu enviar os relatórios da avaliação da criança ao Tribunal – que ordenou o desentranhamento e devolução do documento, por este não ter sido solicitado. Estranha-se, desde logo, que um tribunal recuse informação técnica acerca da situação de uma criança cujo destino está nas suas mãos. Em simultâneo corria contra o progenitor um processo por agressões à então sua mulher e mãe da sua filha, processo pelo qual veio a ser condenado. “Um dia mato-te a ti e à miúda!” – era uma das frases repetidas pelo pai, enquanto agredia a mãe, na presença da filha, então com três ou quatro anos de idade.
    Como a menina continuasse a berrar que não queria ir com o pai, que definia como “bruto”, chamou-se a GNR para garantir a entrega da criança, ao pai, contra sua vontade. E como desconfiava dos pareceres da psicóloga contratada pela mãe, decidiu o Tribunal que a Instituição Chão dos Meninos passaria a fazer a avaliação psicológica da menina e dos progenitores. Meses depois, a instituição elaborou e enviou ao Tribunal de Fronteira um documento intitulado ‘Informação Técnica com carácter Muito Urgente’, onde se lê o seguinte: “A criança vinha a chorar agarrada ao pescoço da mãe gritando que se queria ir embora. (…). Explicámos à X que queríamos apenas que ela pudesse dar-se bem com o pai e com a mãe. X grita e diz ‘Ele não é meu pai. Não gosto dele’. Perguntámos a razão de não gostar do pai e X gritou que ‘Ele mexe-me no corpo todo e no piu-piu e obriga-me a mexer no dele'”. A criança continuou a chorar ao dizer isto e a dizer que não quer ir com o pai. É de referir que durante este tempo a mãe de X manteve uma postura adequada, procurando acalmar a filha e reforçando a importância de estar com o pai. Perante esta revelação, e tendo consciência que a mesma constitui um elemento novo não relatado até agora no processo (o facto de alegadamente o pai a obrigar a tocar no seu corpo) solicitamos a intervenção da técnica Z (…) especializada nas situações de abuso sexual, por forma a salvaguardar a idoneidade da avaliação desta situação. (…) Na entrevista com a técnica Z, a criança revelou os locais onde o pai lhe mexia: “no corpo todo e no piu-piu”. No relatório da entrevista, especifica-se: “recorrendo a um auxiliar lúdico a X toca todo o corpo sem especificar nenhuma parte em concreto e reforçando o contacto com a sua vagina. (…) acrescenta igualmente que o pai lhe pede para que esta lhe toque. (…) Questionada sobre em que circunstâncias decorrem os contactos entre ela e o pai a menor responde que acontecem à noite quando ela dorme com o pai na casa deste (…)”.
    Em 22 de Junho último, entendeu o juiz iniciar mais uma conferência de pais com a exibição de um vídeo que declarou de “interesee lúdico”, no qual pretendia mostrar o que acontece às crianças que sofreram de “alienação parental”. E decidiu pela institucionalização da criança, nesse mesmo dia, sem sequer poder despedir-se da família. Há um mês que esta criança está presa e sem qualquer contacto com a família. Ainda bem que já não tenho 7 anos: ninguém pode obrigar-me a privar com um abusador. Tenho o direito à defesa da minha integridade, o direito a não ser considerada como “alienada” quando me maltratam, o direito a escolher com quem quero viver. Direitos que não são concedidos às crianças, em Portugal, no século XXI.

  43. Inês Pedrosa
    In Jornal EXPRESSO Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

    Em Portugal, mais exactamente na povoação de Fronteira, a 22 de Junho do ano de 2009, uma menina de sete anos foi presa. Arrancada aos braços da mãe, professora, que é a sua referência de amor, e internada numa instituição.

    O seu crime? Recusar-se a ir dormir a casa do pai. Porquê? À psicóloga, explicou: “eu tenho nojo dele porque ele me agarra e dá-me beijos”. Acrescentou ainda que o pai lhe faz massagens “com muita força e no corpo todo, menos no cabelo e na cara, ali ele não mexe… depois chego a casa e quero logo tomar banho, porque tenho nojo dele”.

    A palavra “nojo” não é uma palavra qualquer. Quando a psicóloga começou a acompanhar a menina estava em curso, no Tribunal de Fronteira, um processo de divórcio litigioso entre os pais, pelo que a especialista entendeu enviar os relatórios da avaliação da criança ao Tribunal – que ordenou o desentranhamento e devolução do documento, por este não ter sido solicitado. Estranha-se, desde logo, que um tribunal recuse informação técnica acerca da situação de uma criança cujo destino está nas suas mãos.

    Em simultâneo corria contra o progenitor um processo por agressões à então sua mulher e mãe da sua filha, processo pelo qual veio a ser condenado. “Um dia mato-te a ti e à miúda!” – era uma das frases repetidas pelo pai, enquanto agredia a mãe, na presença da filha, então com três ou quatro anos de idade.

    Como a menina continuasse a berrar que não queria ir com o pai, que definia como “bruto”, chamou-se a GNR para garantir a entrega da criança, ao pai, contra sua vontade.

    E como desconfiava dos pareceres da psicóloga contratada pela mãe, decidiu o Tribunal que a Instituição Chão dos Meninos passaria a fazer a avaliação psicológica da menina e dos progenitores. Meses depois, a instituição elaborou e enviou ao Tribunal de Fronteira um documento intitulado ‘Informação Técnica com carácter Muito Urgente’, onde se lê o seguinte:

    “A criança vinha a chorar agarrada ao pescoço da mãe gritando que se queria ir embora. (…). Explicámos à X que queríamos apenas que ela pudesse dar-se bem com o pai e com a mãe. X grita e diz ‘Ele não é meu pai. Não gosto dele’. Perguntámos a razão de não gostar do pai e X gritou que ‘Ele mexe-me no corpo todo e no piu-piu e obriga-me a mexer no dele'”.

    A criança continuou a chorar ao dizer isto e a dizer que não quer ir com o pai. É de referir que durante este tempo a mãe de X manteve uma postura adequada, procurando acalmar a filha e reforçando a importância de estar com o pai.

    Perante esta revelação, e tendo consciência que a mesma constitui um elemento novo não relatado até agora no processo (o facto de alegadamente o pai a obrigar a tocar no seu corpo) solicitamos a intervenção da técnica Z (…) especializada nas situações de abuso sexual, por forma a salvaguardar a idoneidade da avaliação desta situação. (…)

    Na entrevista com a técnica Z, a criança revelou os locais onde o pai lhe mexia: “no corpo todo e no piu-piu”. No relatório da entrevista, especifica-se: “recorrendo a um auxiliar lúdico a X toca todo o corpo sem especificar nenhuma parte em concreto e reforçando o contacto com a sua vagina. (…) acrescenta igualmente que o pai lhe pede para que esta lhe toque. (…)

    Questionada sobre em que circunstâncias decorrem os contactos entre ela e o pai a menor responde que acontecem à noite quando ela dorme com o pai na casa deste (…)”.

    Em 22 de Junho último, entendeu o juiz iniciar mais uma conferência de pais com a exibição de um vídeo que declarou de “interesee lúdico”, no qual pretendia mostrar o que acontece às crianças que sofreram de “alienação parental”.

    E decidiu pela institucionalização da criança, nesse mesmo dia, sem sequer poder despedir-se da família. Há um mês que esta criança está presa e sem qualquer contacto com a família.

    Ainda bem que já não tenho 7 anos: ninguém pode obrigar-me a privar com um abusador. Tenho o direito à defesa da minha integridade, o direito a não ser considerada como “alienada” quando me maltratam, o direito a escolher com quem quero viver. Direitos que não são concedidos às crianças, em Portugal, no século XXI.

    Inês Pedrosa
    In Jornal EXPRESSO Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

  44. Carlos Abrantes Says:

    Esta é uma reportagem muito criticada por ser parcial e um exemplo claro de mau jornalismo. Interrogamo-nos se uma estação pública não deveria ter patamares de qualidade substancialmente mais elevados. É senso comum que em caso de dívorcio ou separação é frequente acontecer a mãe “envenenar” os filhos contra o pai. É mesmo demasiado frequente a criança, sob pressão psicológica e afectiva da mãe, produzir as mais disparatadas mentiras contra o pai, chegando ao ponto de se tornarem banais acusações (ou sugestões) de pedófilia. Tem havido um enchovalhamento constante e gratuito da figura paternal, e isto é insustentável e altamente prejudicial para a sociedade como um todo, para os pais e sobretudo para as crianças. Devia mesmo haver sansões duras para todos os casos em que se provasse falsas acusações e calunias.

  45. Ola maria sou um amigo da escola de Ponte de Sor tu es vitima no mundo
    dos adultos eu tenho 10 anos e não quero sequer imaginar o teu sofrimento quero apenas lebrar a menina feliz que chegava a escola sempre a sorrir.
    E que a mãe chamava de Princesa.
    Um beijinho para ti e para a tua mãe

  46. Pedro Miguel Says:

    Afinal a Reportagem foi condenada pela ERC, vejam aqui:

    http://www.erc.pt/index.php?op=downloads&enviar=enviar&lang=pt&id=1683

  47. Pedro Albuquerque Says:

    A verdade vem sempre ao cimo d`água, como diz o velho ditado. Acho que a televisão do estado, paga por todos nós deveria referenciar que este programa que passou naquela data transmitiu desinformação e que foi condenado por tal, pois nem todos têm acesso a este blog

  48. Jacinta da Serra Says:

    Já passou muito tempo, desde o dito trabalho do Sr.Ramos e Ramos.
    Só uma pergunta? Porque nunca fez nada sobre outras crianças sofridas até antes da Maria? Quem lhe paga para saber tanto e tão pouco? E a mãe, nunca deixou perceber ou convencer o que afinal se passou ou quereria que se passasse, porque tudo são conjecturas e pela sua atitude a criança sofre com a ausência dos dois. Este pseudo jornalista só se importou com a Maria e agora ouvi-o numa conferência internacional só preocupado com a mesma. Isto não é jornalismo, é algo de mais complicado. Pobre Maria…

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