Ainda o caso da menina russa

O juiz do Tribunal da Relação de Guimarães falou hoje pela primeira vez sobre a decisão de devolver Alexandra à mãe biológica. Gouveia Barros admitiu que se sentiu «perturbado, incomodado e surpreendido» com as imagens divulgadas em que a menina russa aparece a levar palmadas da mãe, mas não está arrepndido da decisão que tomou, e nem essas palmadas o levariam a agir de forma contrária.

Mas alguém esperaria que este senhor dissesse o contrário? Alguém esperaria que esta alma não se regesse apenas pelas regras do
Direito, pelas leis jurídicas, pelos papéis que que lhe metem à frente dos olhos?… Alguém esperaria que esta alma, agisse de acordo com o bom senso, a experiência de vida, o óbvio que todos vemos, menos ele?… Onde esteve Natália durante os últimos quatro anos de vida desta menina?…  Ó Sr., Juiz, francamente! Todos nós erramos e não é fraqueza nenhuma admiti-lo…

Quero apenas fazer uma ressalva… a minha opinião sobre o caso, nada tem a ver com o facto, que o Jorge no seu cantinho bem defende, de Alexandra ter sido entregue à família de acolhimento por um amigo da mãe biológica, e não pela Segurança Social, como deveria acontecer… sobre este assunto, também eu concordo que se deve estar dentro da lei, e não à margem desta. Mas, na verdade, eu olho aos interesses da criança, e os interesses de Alexandra não eram os de seguir viagem para a Rússia.

10 Respostas to “Ainda o caso da menina russa”

  1. soniapessoa Says:

    Hoje inauguro os comentários, para dizer que acabo de ouvir os pais da alexandra, num programa da TVI, afirmarem que quando a menina lhes foi entreguem ao fim de algum tempo, contactaram a Segurança Social, e legalizaram a situação… fica a informação… como não estou a par da realidade deste processo, não teço comentários. Fica, pois, Jorge, a dúvida sobre como tudo aconteceu…

  2. Esse juiz e uma besta !
    Beijinho.

  3. Sonia, se as coisas tivessem sido pela via legal, aquela criança tinho ido parar a um centro de acolhimento, o tribunal de menores teria decretado um projecto de vida que possivelmente passaria pela adopção, a criança teria sido adoptada e neste momento teria uma família e não teria passado por nada disto….. percebes agora o meu ponto de vista?

    As pessoas podem dizer o que queiserem… mas podiam começar por esclarecer como é que foram contactados e por quem, e a propósito de quê é que lhes foi entregue a eles e não a outras pessoas…. tu sabes o que pode estar detrás de tudo isto?… eu também não, mas neste momento, podemos imaginar e presumir muitas coisas…. a maioria delas é assustadora.

    Beijinho amiga
    Jorge

    • soniapessoa Says:

      Eu percebo o teu ponto de vista, amigo… sinceramente acho que esta é uma história mal contada, e detesto opinar sobre coisas que desconheço. Sinto-me apenas à vontade para dizer que os interesses da crianças não foram defendidos. bjo amigo

    • Olá
      acrescento a informação de que a menina foi entregue a este casal, por àdata serem vizinhos da criança, por já conhecerem a menina e até por já lhe terem prestado ajuda (alimentos e roupa), que como sabemos a ordinaria da “mãe” nao queria saber dela. Ora estes pais estavam referenciados como pessoas idóneas, foram “fiscalizados” pela seg. social e foi-lhes entregue a menina por um periodo de 6 meses que foi sendo renovado, por nao haver localização da mãe e porque a alternativa era a institucialização da menor.
      E a proposito, nao ha assim tantos casais dispostos a receber crianças para acolhimento. Elas dºão trabalho e despesas. A maior parte das pessoas tem pena mas nao faz nada. Nao foi o que eles fizeram. Parabens Florinda e João

  4. Pessoinha Says:

    A mim só me ocorre dizer neste caso que os interesses da criança foram a última coisa em que pensaram. Entou enojada.

    Beijo grande amiga!🙂

    • soniapessoa Says:

      Oi amiga linda! Que bom ler-te por aqui, apesar de irmos falando por outras bandas… tens razão, esta história enoja e enjoa. Beijinhos gordos

  5. Não há nenhum juíz, advogado, técnicos da segurança social, que algum dia vão entender o trauma que podem causar a uma criança, que é retirada da família que sempre conheceu.
    Eu vivi toda a minha infância aterrorizada com a possibilidade da minha mãe biológica me levar daqueles que considero meus pais, que me criaram, educaram, deram amor, me ensinaram a ser o que sou hoje.
    Tenho quase 33 anos, e esse trauma persiste e de que forma…

    • soniapessoa Says:

      Sabes, os advogados, juizes, e técnicos da segurança social, são pessoas como nós, por isso tenho alguma dificuldade em perceber como não vêm a dimensão do sofrimento desta, e outras, criança. Beijinho

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