Arquivo de Setembro 14, 2008

A saga não terminou

Posted in Momentos Únicos with tags , , , on Setembro 14, 2008 by soniapessoa

O último post, sobre esta aventura, acabei-o a falar no chocolate quente… a custo, com pesar, eu diria mesmo com muito esforço, vou falar sobre o chocolate quente (a explicar que morro de saudades do chocolate quente londrino), o famoso, o grande chocolate quente, que os londrinos bebem a toda a hora, no metro, na rua, nos cafés, em todo o lado.

A Starbuck é uma cadeia de lojas, pequenos cafés, e digo pequenos porque são realmente pequenos, já que numa rua se podem encontrar quatro ou cinco dessas lojas, e estão sempre a abarrotar de gente. Entre vários tipos de bebidas: Expresso, chá, café com leite, capuccino, etc, encontramos também as sandes, que existem aos milhares por metro quadrado, as cookies (que são bolachas gigantes) e alguns bolos, poucos bolos. Foi de facto uma constatação, em Londres não existem pastelarias como aqui em Portugal, tirando uma ou duas casas que vi, os cafés apostam mais nas sandes variadas do que em bolos. Aqui aproveito para fazer referência ao facto que ao fim de cinco dias de lá estar, nunca consegui perceber qual a hora do pequeno almoço, almoço, lanche ou jantar daquela gente… porque são aos milhares, em constante movimento, olhamos para o lado e vemos alguém a comer um pequeno almoço daqueles tipo ovos mexidos, bacon, batas fritas e ainda um copinho com feijões num molho atomatado, olhamos para o outro e há quem coma uma meia de leite com torradas, ou ainda quem esteja a comer hamburguer, uma sandes ou uma peça de fruta apenas, ou seja uma misturada absolutamente deliciosa… cada um come o que quer, sem estereotipos, sem preconceitos, sentado no meio da rua se for preciso. Mas, para finalizar o assunto, que até lembrar engorda, o chocolate quente era divinal e sem comparação às banheiras de melaço com que já fui presenteada sempre que peço um chocolate quente em Portugal… mudemos então de assunto que este até dói!

Hoje é dia de visita ao Harrods… minhas meninas, e também meninos, mas as senhoras primam neste capítulo que é ir às compras… minhas meninas, dizia eu, é de morrer e chorar por mais. O Harrods é assim um Corte Inglês (pobre Corte Inglês) na sua forma mais requintada. Ou seja, imaginem um edifício que ocupa o espaço de um quarteirão, com tudo o que possam imaginar lá dentro do bom e do melhor. E quando digo tudo é tudo. Roupa, calçado, artigos para casa, material informático, tvs, cds, dvds, etc, etc, etc e um supermercado como eu nunca tinha visto. Não pelo tamanho, mas pela decoração, aparência e variedade de produtos. É de salientar a decoração e arquitectura do Harrods… simplesmente espectacular. É proibido tirar fotografias no Harrods, mas assim bem à portuguesa lá consegui uma fotozita para vos mostrar aqui, é apenas um recanto, mas eu acho que se vos disser que as casas de banho eram de longe melhor que o quarto de hotel onde fiquei, acho que dou uma ideia daquilo que lá podemos encontrar… ah, pequeno pormenor… o meu marido e o meu mais novo foram à casa de banho e sairam de lá a tresandar a perfume Allure, de Jean Paul Gaultier, porque está lá à disposição de quem se queira perfumar!! Claro que eu e a minha mais velha, que tinhamos acabado de sair dos lavabos, fomos a correr à procura de um Channel, à nossa disposição estava um creme, também cheiroso, para pôr nas mãos… menos mal, mas preferia o Channel.

 

 

  

 

 

 Para além de tudo o que já referi, claro que lá dentro também há, no meio das vitrines e expositores que compõem aquilo a que nós chamamos supermercado (e tenho alguma dificuldade em chamar-lhe supermercado, porque a decoração é a de um verdadeirto palácio), onde tomar uma refeição, seja pizzas (feitas ali à nossa frente), ou outro tipo de comida, e mais cafés, que ali ninguém quer que nos falte nada…

Ah, o único síto que se podia fotografar… era o templo de Diana e Dodi Al-Fayed, um canto reservado à memória do filho do dono do Harrods e da princesa. Aqui fica o registo…

Diana é a prova de que nem todos os contos de fadas acabam bem, mas é também, e acima de tudo, a prova de que as princesas podem desempenhar na sociedade um papel que vai muito mais além do decorativo que a família real inglesa sempre lhe quis impôr. Pelo seu contributo quando se sentou ao lados de doentes infectados pelo vírus da sida, mostrando ao mundo que os devemos apoiar e não fugir deles como quem foge da peste, quando visitou doentes vítimas das minas terrestres em Angola e chamou a atenção mundial para este problema, Diana ganhou a simpatia de muitos e mereceu as honras que lhe eram feitas tanto em vida como depois de morta.

Este é o conto de fadas que Inglaterra tem para contar: