Onde vai isto parar?…

Depois de ler este post, no Cantinho da Cris, fiquei preocupada, onde vai isto parar?…

http://procurar-se.blogspot.com/2008/07/o-cansao-e-revolta-um-grito-de-alerta.html

O meu mais novo acabou agora o quarto ano, a minha mais nova acabou o nono. Tanto num caso como noutro, ao longo do ano, fui ouvindo isto e aquilo, histórias que contavam e de que eu própria me apercebia, sobre os critérios de avaliação, e assisti a uma politica de facilitismo que não compreendo. O facilitismo também tem um preço, que eu pensava se acabaria por pagar na Universidade, ou afinal não?…

14 Respostas to “Onde vai isto parar?…”

  1. Cada vez mais! Com os professores a serem avaliados, com inquéritos estúpidos e aulas assistidas, com provas nacionais do 9.º ano mais fáceis que um teste diagnóstico do 5.º ano, é muito natural que o que mais aconteça no 3.º período seja o “milagre da multiplicação dos 3”.
    Antes os professores pensavam nos alunos, agora, com este sistema, ou pensam em si ou vão escamar peixe para o intermarchê!
    A factura é paga na faculdade, pelo menos por enquanto, na medida em que estes facilitismos ainda só afectam o ensino básico.
    Quando isso acontecer, ai sim, teremos a geração rasca!

  2. Concordo, até certa parte com a Daniela Mann, mas se me permitem, discordo quanto à parte da faculdades. Existem muitas faculdades, principalmente algumas privadas, que facilitam sim, e muito… Quase que as notas sao por encomenda. Existe essa cultura dentro de algumas instituições. Mas depois existem outros professores (os que são mal vistos pelos alunos e pela comunidade) que são exigentes e os meninos nao gostam…

    Mas nem tudo é mau. Existem algumas universidades que são exigentes, que normalmente sao as mais reconhecidas, e poderão até ser privadas. Eu estudei na Católica que, apesar de ser semi-privada, era bastante exigente e havia muito boa gente a sair da catolica para outras universidades porque dali nao saiam…

    O melhor mesmo é, para quem pode, colocar os filhos em colegios privados, e depois em universidades publicas… Que contra-senso!!

  3. Obrigado pela visita e pelo comentário. Também gostei do teu “cantinho” (ao qual seguramente voltarei) e ficarei à espera do livro. Abraço.

  4. Sónia,

    a minha mãe agradece e eu também🙂
    Fiquei surpreendida, mas compreendo que, como mãe e cidadã, fique preocupada com esta questão. Há muitos professores a sentirem-se como a minha mãe, mas parece que não são ouvidos. É preciso estar no terreno para perceber determinadas situações e é isso que falta àqueles que estão a gerir o nosso país. Esperemos que estes desabafos façam eco.
    Beijinhos

  5. É minha amiga… a Educação não está nada, nada famosa… mas vou-te confidenciar um segredo… a minha luta em crescer em conhecimento prende-se com o facto de acreditar que um dia poderei ajudar este País a melhorar!🙂

    Por isso, quando eu for Ministra da Educação, com certeza vocês estarão todos do meu lado a lutar por um pais e mundo melhor! He he…

    Beijinhos gigantes!

  6. Olá amiguinha, desculpa só agora responder. Sou efectivamente do Porto, nascido e criado, actualmente a viver em Gondomar. Estudei no Liceu Alexandre Herculano, no Porto. Faço teatro amador, e um dia terei o meu papel principal (risos). Mas é possível que nos tenhamos cruzado, numa qualquer altura. Para saberes mais, e conversarmos acerca deste assunto, contacta-me via e-mail, e se calhar haverá algumas coisas em comum.

    Beijos e parabéns ao aniversariante.

    Beezz (Carlos Rocha)

  7. soniapessoa Says:

    Para que se saiba, já contactei…

  8. soniapessoa Says:

    Olá Lua, quando fores ministral lá estarei.
    Beijinhos

  9. O que parece insustentável é o desfazamento entre competênciais consideradas essenciais e exames. Das duas uma: ou baixamos o nível de exigênia no final dos Ciclos, ou teremos de ter exames condizentes. Bem, depois há sempre uma terceira via que consiste em tentarmos enganar todos. Mas… enganar muitos durante muito tempo? Hum!

  10. soniapessoa Says:

    como se diz na gíria, José, não dá a cara com a careta, não é?

    bjos

  11. Obrigado pela visita e retriuo o convite: estou em negociação para edição de dois livrso de poesia na mesma editora. Gostei do Espaço mas é dificil entrar… deve ser por estar no wordpress?
    Abraço

  12. eu não sei que dizer…sou do tempo em que o ensino básico era de tal forma exigente qu ao chegar ao quarto ano já não dava erros ortográficos e era asó a segunda melhor aluna…

    no segundo ciclo bastou-me dois anos para perceber a estrutura básica da gramática inglesa e dominar os temas de conversa mais básicos.

    as disciplinas não eram dificeis, só o estudo da matemática era um pouco mais delicado – não atinava com o mínimo múltiplo comum para a soma de fracções – mas as matéria eramTODAS ineressantes:história, ciências,português, inglês…ou tirava 5 ou andava lá perto. Chumbava-se o ano com três negativas mas nunca foi coisa que me preocupasse. os meus pais nunca me ajudavam nos trabalhos de casa e também nunca tive explicador. Sempre fui muito independente.

    No entanto, a partir do décimo ano as coisas complicaram-se. Estava habituada a não precisar de estudar muito para brilhar…não era de todo estúpida, mas estava naquela idade do limbo em que se deixa um bocado os livros de lado para pensar noutras coisas…sobretudo com as relações interpessoais que, lá em casa, que não andabam lá grande coisa…

    Havia cinco alunas melhores do que eu com notas acima de 16 nos testes – a minha média tinha descido de 17 para 14 e mais tarde para 13.

    só no 12º voltou a subir para 15…

    os meus pais consideravam-me uma aluna medíocre…
    🙂

    Talvez por isso, toda esta conjuntura me pareça anedótica…

    CSD

  13. soniapessoa Says:

    Eu acho que ás vezes a questão é mesmo essa, “está no limbo” falar assim, escrever assim, mas o pior é quando já não se sabe fazer outra coisa e essas manias ficam para a vida. A minha mais velha, tem 14 anos, e usa essa linguagem nos sms, mas é uma excelente aluna, o meu mais novo quando ás vezes dá erros a falar e eu o corrijo, fica muito zangado e diz “ó, é igual”… aí aproveito para lhe explicar que agora é igual, qua quando somos pequenos tudo tem graça, mas quando fôr adulto e falar com os amigos e namoradas, vai querer saber falar correctamente e não ser motivo de troça… tudo tem uma fase, é preciso é saber ultrapassá-la!

  14. RS (CRIANCICES) – LISBOA
    Um bjinho, RS.

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