Motivos de Orgulho

Ao ler a Notícias de Sábado, de 5 de Julho, conheci uma palavra nova: bullying. Não sabia o que era, nunca tinha ouvido falar e suscitou-me logo imensa curiosidade. Enquanto lia o artigo, fiquei a saber que o bullying é um novo fenómeno de violência, ou seja, alunos que humilham constantemente os colegas, chegando a ser agressivos ou a recorrer a armas. Até aqui apenas me ocorre um comentário: isso sempre existiu, mas tem agora um nome pomposo.

No artigo em questão, houve um subtítulo que me chamou à atenção: “Há finais felizes”. É então que uma professora de uma escola da área de Guimarães nos relata algumas histórias reais (com nomes fictícios) para mostrar que existem formas de contornar este tipo de problemas e torná-los em casos bem sucedidos. Passo então a citar dois dos exemplos dados:

“O Luís começou a ser vítima de bullying quando frequentava o 5º ano, por ser mau jogador de futebol. António, um aluno mais velho, não o deixava participar no jogo. A escola resolveu o problema envolvendo o agressor: António foi chamado ao Conselho Executivo, que lhe pediu ajuda para apoiar um aluno que andava muito infeliz porque não o deixavam jogar futebol. Pediu-se que se colocasse no lugar dele e imaginasse como se sentiria. Pediu-se que protegesse o Luis do ‘outro’ menino que não o deixava jogar”…, “… António acabou por adoptar o Luis como protegido e este passou a jogar futebol e a ter um melhor ambiente na escola.”.

Segundo caso: “Joana tinha dificuldades de aprendizagem, vestia-se de forma diferente e era alvo da troça dos colegas. Quando ficou grávida, aos treze anos, a situação complicou-se. O Conselho Executivo resolveu passar uma circular por toda a escola informando que a aluna estava grávida e sugerindo que todos ajudassem a receber o novo bebé. A aluna passou a ser acarinhada, todos os rumores pararam, todos ofereceram prendas que resultaram num enxoval imenso e a aluna conseguiu completar o 9º ano.”.

Entre percentagens e estatísticas, esta foi a parte da notícia que mais me interessou. Se se chama bullying ou problemas sociais, a mim não me faz diferença nenhuma, o importante mesmo é saber que ainda há quem se preocupe e tente resolver os problemas, pessoas que se tornam, pelo menos para mim, motivos de orgulho.

2 Respostas para “Motivos de Orgulho”

  1. Mas quem não levou nas “fussas” por causa do pião.da bola,do lanche,do golpe nas filas para as cantinas,etc,etc,etc.
    Estamos sempre a dramnatizar as situações,sou apologista que o mercado regula-se,neste caso os putos.É evidente que há exageros,mas sempre houve, a diferença é que agora somos os pais…

  2. Olá

    Descobri o termo há relativamente pouco tempo, agora dá-se nomes pomposos a tudo, e de certeza que haverá quem faça do assunto tema de estudo e até haverá quem passe a viver disso.

    Sempre houve e sempre haverá o durão da turma, o mau, o timido, o coitadinho…e não é com palavras caras e estudos cientificos que isso vai mudar..

    Enfim, mais um sinal dos tempos.

    Jorge

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