Flashs do Dia…

Estava eu a ver televisão, quando, no telejornal, foi noticiada a Marcha Gay que decorreu em várias cidades da Europa. A luta por uma sociedade inclusiva, pela não discriminação, pelos direitos humanos de todos os que optam por uma orientação sexual, chamada “diferente” foi, mais uma vez, o mote desta manifestação.

Todos os que conhecem o meu blogue, as histórias infantis que escrevo, já perceberam que eu sou uma acérrima defensora da liberdade de escolha de cada um, de diferentes opções de vida. Acho que cada um sabe de si e “Deus” sabe de todos. Sou defensora do direito de adopção de crianças por casais homossexuais por motivos que posso um dia destes aqui debater, mas, para mim, este é um assunto muito sério, seríssimo, devo acrescentar, e por isso não compreendo, ao ver as imagens da marcha, qual a necessidade de fazer desse acontecimento um circo mediático…

…a forma como a maioria das pessoa trajava fez-me por momentos ficar confusa e pensar como é que, com este calor abrasador, estamos em Fevereiro a festejar o Carnaval! Que me perdoem os protagonistas, mas assim ninguém os leva a sério! Este é um assunto que deve ser levado com seriedade, a adopção de uma criança (o meu amigo blogueiro Jorge Soares concorda comigo de certeza) é algo sobre o qual temos grandes responsabilidades e obrigações… ora, eu quero defender a adopção de crianças por parte de casais homossexuais que não aqueles que vi na televisão, que não faziam mais nada senão exibir os seus dotes de forma excêntrica e não os vi “lutar” por coisa nenhuma.

 Com assuntos destes      não se brinca…

13 Respostas para “Flashs do Dia…”

  1. O que se viu na televisão não será certamente a real representação da realidade gay e lésbica.
    Mas a televisão está mais para dar imagem de impacto do que de informação. Mais emoção que objectividade.
    Também é verdade que a televisão só mostra o que há para mostrar. E concordo contigo que o que se viu, prejudica mais o movimento e retira-lhe credibilidade para as reivindicações responsáveis.
    Talvez a mistura com o transformismo leve a este aspecto folclórico e o exibicionismo não me parece de bom gosto em nenhuma das opções sexuais.

  2. soniapessoa Says:

    Concordo contigo. Que se note que a mim não me chocam nada aqueles “trajes”, “posturas” e “comportamentos”, cada um é livre de se manifestar como muito bem entende, só acho é que nestas marchas estão implícitas mensagens sobre o defender de direitos sobre matérias muito importantes para serem tratadas de forma tão exibicionista.
    Beijinho e volta sempre!

  3. o que eu aconselho é a deixar a tv em casa e ir ver a próxima marcha. a tv mostra o que quer mostrar. quem quer ver e saber, vai lá ver e saber. foi o que eu fiz.
    garanto que o que vê e sente não é apenas o circo mediático que os media tanto gostam de mostrar e que tanta questão fazem em diminuir a marcha à dimensão que dá jeito a esta sociedade que apenas finge tolerância.

    e não será contraditório tolerar-se o direito à diferença desde que esta seja uma diferença pouco diferente da nossa?

    e porque se fala tanto do comportamento ideal dos gays para poderem adoptar. falem do comportamento ideal do casal para poder adoptar. qualquer casal. qualquer sexo. de outra maneira, também é discriminação.

  4. Não vi mas, não deve ter sido diferente dos outros “carnavais”.Sou sincero,ainda não tenho oipnião formada sobre a adopção de crianças por casais homosexuais,e tenho dúvidas sobre a educação dessas crianças com pessoas do mesmo sexo, fico a aguardar teus argumentos.
    Mas seguramente que esses “carnavais” não ajudam nada a construir um pensamento nessa direcção.

    bjs

  5. soniapessoa Says:

    Pedro, este é para ti… o prometido é devido!

    Basicamente a minha opinião é muito básica: partindo do princípio de que falamos de um casal de homossexuais composto por duas pessoas “normais”, como nós, com princípios, com objectivos de vida válidos, não achas preferível uma criança ser adoptada por um desses casais do que permanecer numa instituição, onde o carinho, amor, atenção, por muito que haja, são divididos por dezenas de crianças, que ali ficam até completar a maioridade?
    Dizem vários psicólogos da nossa praça, diz a Associação Americana de Psicologia que mais importante do que ter um pai e uma mãe, ou um pai e um pai, é ter duas figuras parentais presentes. A criança precisa desse equilíbrio, mas não está provado que por serem do mesmo sexo a criança venha a desenvolver essa tendência.
    Aliás, faz sentido se pensarmos que todos os homossexuais nasceram e cresceram em lares heterossexuais… a questão centra-se muito mais no papel que cada um cumpre na educação da criança do que no facto de esta pessoa ter este ou aquele sexo.
    Existem tanto casais de homossexuais capazes de dar carinho e amor aos números absurdos de crianças que estão por adoptar neste país. Para finalizar… todas as notícias que vêm a público sobre maus tratos e abusos sobre crianças são perpretados por casais heterossexuais…

    Beijinho, Pedro

  6. Pois,mas eu preferia que os processos burocráticos de adopção fossem céleres e que as centanas de casais heterossexuais,não tivessem de desesperar por uma criança.
    E quem te diz a ti que os casais homossexuais não vão mal tratar as crianças como acontece nos hetero?A figura do pai e da mãe está muito enraizada na minha educação,tenho imensa dificuldade em imaginar uma familia sem pai e mãe.E sou católico nada praticante.Pode ser que com o tempo, posições menos carnavalescas e pessoas como tu me vão dando argumentos para que o meu pensamento sobre este assunto mude,mas admito que não é fácil,como admito que esses estudos sejam demonstrativos que estou errado,mas…

    bjs

    P.s:estou acordado a esta hora à espera dos teus argumentos, porque amanhã vou de madrugada para palmela e queria ver o teu comentário hoje.

  7. soniapessoa Says:

    só um recadinho, já existem, Pedro, milhentos casais no mundo que vivem e educam crianças, nomeadamente em Portugal, embora não esteja legalizado e as notícias de maus tratos continuam a ser sobre casais heterossexuais….
    beijinho, amanhã vou a Lisboa, onde fica Palmela, é longe?

  8. soniapessoa Says:

    onde digo milhentos casais, queria dizer milhentos casais homossexuais. Mil perdões…

  9. Olá Sonia.

    Parabéns, por essa opinião tão bem formada e pela forma clara em que a expões.

    Beijinho
    Jorge

  10. Estou de passagem e tenho de ser breve.
    A questão é posta de forma totalmente invertida.
    A quem é que se quer acudir? Aos casais homossexuais ou às crianças que necessitam de uma família?
    Não será mais correcto colocar a questão no ponto de vista da criança?
    Aqui vai: As crianças tem ou não direito à família?
    Em seguida poderemos definir o conceito de família.

  11. Será que se pode considerar família a um grupo de pessoas que partilham habitação e que não se falam? Uma crianças pode crescer nesse ambiente?
    E quando os homossexuais aceitam que a questão seja colocada da forma como é posta e alinham na pergunta, reclamando o direito de poder adoptar crianças, estão à partida eles próprios a discriminar-se.
    Uma vez que as viagens espaciais são realizadas por portugueses em proporções idênticas às da adopção de crianças, alguém já ouviu os nativos do signo Capricórnio a reclamaram o direito a fazer viagens espaciais?

  12. soniapessoa Says:

    Olá Paulo, em relação ao teu comentário, quero apenas dizer-te que eu acho que foi isso mesmo que fiz, coloquei o ponto de vista das crianças acima de tudo… mas defendo os direitos de ambos.

  13. Sónia,
    Entendo o teu ponto de vista, mas quis sublinhar que quando se fala dos direito dos homossexuais em poder adoptar uma criança, nestes termos, parece que a criança assume um papel de adenda, algo que se acrescenta ao casal homossexual, enquanto o que quis dizer foi que a criança deve ser o centro das preocupações. Ora se esta tem direito à família só falta definir se um casal de homossexuais pode ser considerado família para o efeito de adopção. Da mesma forma a comunidade poderia/deveria ser mais interventiva para casos em que crianças que vivem com os seus progenitores sem que, pelo seu mau relacionamento, esse conjunto de pessoas possa ser considerado família.

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