Recordar é voltar a viver…

O Festival Eurovisão da Canção trouxe-me á memória os tempos em que, em família, todos assistíamos àquele que era o evento dos eventos, o espectáculo dos espectáculos, e, a propósito disso, lembrei-me de alguém que deixou de aparecer e de quem guardo saudade. Aquela que foi a senha número um da Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, foi também uma das canções da minha infância que lembro e admiro muito. Não só pelo poema, mas pelo excepcional intérprete que era Paulo de Carvalho. Tenho pena de termos, praticamente, deixado de o ouvir. Fica a lembrança e a saudade…

E Depois do Adeus
Paulo de Carvalho
Letra — José Niza, Música — José Calvário

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei…

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

Paulo de Carvalho (clicar em baixo)                                                          http://www.youtube.com/watch?v=AaQpiqnY1Z0

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