Dia Mundial da Criança… faltam dez dias

“O sol quando nasce, nasce para todos”

Nem sempre é assim, mas é assim que deveria ser. Num mundo onde ciência e tecnologia levam um avanço extraordinário, quase parece rídiculo o que ainda está por fazer a nível dos direitos das crianças, e até do indíviduo em si. Mas as crianças são o motor do mundo, os homens e mulheres de amanhã, e merecem, por isso, especial atenção.

Vou, pois, aqui, recordar os dez princípios da Declaração dos Direitos da Criança ao longo dos próximos dez dias, em homenagem aos milhões de crianças esquecidas, que não usufruem daquilo que lhes pertence por direito, enquanto seres humanos de sociedades avançadas, mas, muitas vezes, primárias, na aplicação da lei.

 

PRINCÍPIO 1º

A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

We Are The World (clicar em baixo)                                                     http://www.youtube.com/watch?v=Jcrwu6WGoMs

5 Respostas to “Dia Mundial da Criança… faltam dez dias”

  1. O mundo está a mudar, devagarinho mas está. Nós podemos fazer a diferença!
    Bjs🙂

  2. Sou como o cuco, cuja fêmea põe os ovos nos ninhos das outras aves… É que ainda não consegui activar o meu próprio espaço. Por isso, se me é permitido, aproveito este para deixar aulgumas palavras.
    Tudo o que se faça em favor da Criança, tendo-se em conta, obviamente, a inteireza do seu ser, é de louvar. Porém, o facto de o mundo dito dos adultos Lhe ter reservado apenas um dia em cada ano revela bem o modo calculista como a questão é considerada. E olhar para o que de negativo se passa no mundo da infância, a nível planetário, é aterrador…
    Que ao menos a utopia não se desvaneça, para se acreditar que o Tempo da Criança venha a deixar de corresponder a um dia com muita conversa fiada, como certamente o de hoje, e passe a ser todo o futuro, para que futuro possa haver.

    E já agora, o meu pequeno poema, dedicado, em 1980, a todas as crianças do mundo.

    AINDA ÉS ESPERANÇA

    Criança

    – Vida que surge
    e o Sol que se levanta.
    Tempo que renasce -,

    Ainda és Esperança!

    in Sérgio O. Sá, Dispersos no Tempo

    • Sérgio O. Sá Says:

      Em 2008 deixei aqui um pequeno poema de esperança. Hoje transcrevo um outro que, infelizmente, continua a fazer sentido.

      A VIDA QUE NÃO É VIDA

      Caminhava,
      e na esquina esburacada de uma casa,
      de uma casa já não casa,
      vi os restos esqueléticos de um candeeiro antigo
      que ali fora enforcado
      e ali estava.
      Mais à frente,
      a um portal escancarado, sem portal,
      havia lixo, um cheiro a gatos vivos, ratos mortos
      e um murmúrio apagado, o fim real…
      mas, ali, havia gente!

      Depois, um cão, sujo, magro como os seus ossos.
      E, depois, uma criança que me olhava.
      Que me olhava!
      Uma criança!
      Uma criança que não era criança,
      mas que tinha pezitos nus trilhados na pedra côncava
      daquele chão que não tinha chão;
      uma criança que não era criança, mas tinha olhos,
      olhos tristes,
      tão tristes que entristeceram os meus;
      uma criança que não era criança, mas tinha voz,
      uma voz quase sem voz, mas que eu ouvia!
      E ali estava o ser, ali vivia…
      Era uma vida que sofria,
      comédia que arrepia…

      Como é possível, meu Deus?!
      … … … … … …

      Corri, louco, para trás,
      gritei quanto fui capaz,
      mas o mundo não me ouvia.

      Ameacei satanás;
      mostrei a Deus quem sofria
      pedindo amor, pão e paz,
      mas também ninguém me ouvia!

      E tudo há tanto tempo se passou,
      mas a sourte da má sorte não mudou!

      in: Sérgio O. Sá – DO BANCO DO JARDIM – Poemas, 1977

  3. Neste espaço, parece que só eu me lembro deste dia. Porquê?
    Hoje deixo mais um dos meus poemas. Não sendo directamente alusivo à criança no mundo, infelizmente a ela respeita também, e de que maneira!

    MÃOS

    Eram mil,
    Quantas mil…!
    Como lanças apontadas,
    Em riste, ao rosto do mundo,
    Deste mundo que fazemos.

    Quantas mãos…!
    Hoje são mais, quantas mais…!
    Nesta desgraça sem fundo
    São milhões de mãos que vemos

    Calçando luvas de fome
    – luvas todas costuradas
    com linhas de desespero –
    Em braços de osso fino.

    Hoje são mais
    E amanhã mais serão!
    Milhões e milhões de mãos
    Com olhos de acusação:
    Acusação feita súplica
    Ao sentir de quem não sente.

    Hoje são mais,
    E amanhã mais serão
    As mãos estendidas de gente
    Que só pede amor e pão.

    2009, in Sérgio O. Sá – “DISPERSOS NO TEMPO”

  4. Continuo a pensar que parece que só eu me lembro de, neste DIA, passar por aqui. Por quê? fica a pergunta.
    Eu cá estou, para deixar um brevíssimo poema que, com um abraço de esperança, dedico às CRIANÇAS de todas as idades e do mundo inteiro, por só com elas poder contar.

    ALGUM DIA VIRÁ

    Algum dia virá…
    É a esperança,
    O alento para que o poema aconteça,
    A Justiça tenha nome
    E o Homem nasça, finalmente,
    No canto de criança!

    In: Sérgio O. Sá, “DISPERSOS NO TEMPO” (Poemas escolhidos)

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