Archive for Maio 4, 2008

2000 VISITAS… lembrar o porquê.

Publicado em Uncategorized with tags , , , às Maio 4, 2008 por soniapessoa

“Porque me meti nesta coisa dos blogs?… é a pergunta que se impõe. Antes de mais considerações, porque o meu marido me moeu, literalmente, o juízo e eu acabei por ceder, poupando-nos assim a uma guerra conjugal. A ele lhe agradeço por ter acreditado em mim.
Em segundo lugar, porque pode ser uma forma de libertar alguma tristeza que sinto por não ter, até agora de outra forma, conseguido concretizar um projecto que abraço há algum tempo. Sempre gostei de escrever, do barulho das palavras, do remoinho das frases.  Tudo começou um dia, em que pela noite dentro, assistia, no meu confortável sofá, a um programa com o conhecido sexólogo, Dr. Júlio Machado Vaz, e a psicóloga Dra. Gabriela Moita. Ora isto foi há séculos. Falavam na altura, entre outros assuntos, sobre homossexualidade e houve uma frase que o Dr. Júlio Machado Vaz proferiu que despertou em mim a ideia de escrever um livro. Aliás a questão, que ele colocava, era mesmo a de que por que raio não existia ainda um livro infantil que abordasse a homossexualidade de forma a que este fosse um tema já normal, com que os mais novos se confrontassem e não os transformasse, mais tarde, em indivíduos xenófobos como tantos que por aí se passeiam.  
Isto passou-se há alguns anos, não me recordo bem quantos. Sei que nunca mais me esqueci disso e durante largos meses amadureci a ideia de tal forma dentro de mim que quando num mês (também não sei qual, sou péssima a fixar datas e esqueço-me de as apontar) do ano de 2005 ( isto tenho a certeza) me sentei num simpático café, na Colina de Maximinos, em Braga, em duas horas pus no papel o livro que há muito havia escrito dentro de mim.  
No fim, tive a certeza de ter feito algo importante, e tive pena de não o ter  feito há mais tempo de forma a poder usá-lo como instrumento educativo na formação dos meus próprios filhos. Mas fiquei feliz, pois achei que muitos pais fariam uso dele como forma de ensinar aos mais novos como se deve respeitar e aceitar a diferença.

 O segundo passo foi, ao pensar, para mim, quem sou eu para conseguir editar um livro, já que não tinha poder económico para isso, procurei então uma solução, que foi arranjar alguém com a sensibilidade necessária para o assunto, que se disponibilizasse a escrever um prefácio que fizesse a diferença que eu sozinha não conseguia fazer. Consegui-o e aqui fica o meu agradecimento à Dra. Gabriela Moita, a segunda pessoa a acreditar no meu projecto.

 

 O terceiro passo foi começar a enviá-lo para as editoras e rezar para que alguém com a visão necessária, ao tema, lhe desse o devido valor e tivesse até a visão comercial que eu tinha sobre o livro. Ao mesmo tempo que enviava originais para aqui e para ali, procurei, procurei, procurei e tive a certeza de que era o primeiro, não existia nenhum assim neste país, á beira-mar plantado. Sabia que ia ter de esperar… e esperei. 

 

Enquanto esperava, escrevi mais quatro contos infantis- surgiu a colecção “Ser diferente… é bom”. Continuo á espera…Já berrei, já chorei, já me indignei. Finalmente, ao fim de quase três anos, deixei-me convencer a criar este blog e partilhar convosco as histórias que nasceram de mim. AS HISTÓRIAS QUE NINGUÉM QUIS DAR A LER. ”

Sónia Pessoa                                                                                  Fevereiro/2008

 

Obrigada a quem me tem acompanhado, a quem me visita, a quem me divulga. Obrigada

 

 

 

Eu já vos disse o quanto gosto de coisas simples?…

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A blogosfera tem destas coisas, dar e receber… dar ideias, pensamentos, palavras, imagens, etc, e, por outro lado, descobrir coisas novas. Este post é resultado do andar por aí explorando sítios novos, e não resisti a trazer para o meu cantinho este vídeo absolutamente delicioso, que me perdoe o autor. Este é o exemplo perfeito de como coisas simples podem ser absolutamente extraordinárias e dar-nos uma visão de como a vida pode ser bela. Convido-vos a vê-lo e a comentá-lo, pois tenho a certeza de que cada par de olhos o verá à sua maneira, e de formas diferentes… a mim mostrou-me que, por exemplo, numa grande cidade, onde os edíficos abundam e a paisagem se torna, ás vezes, tão monótona, a diferença está numa janela, igual a tantas outras, mas diferente de todas… coisas simples, afinal.

Vídeo (clicar em baixo)                                              http://www.gvozdariki.ru/0001/anim/vecherr.htm

VAMOS AJUDAR A RAFAELA E O FÁBIO

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 Este é talvez o post mais importante que aqui coloco. Este é o post que me motiva a escrever os contos que escrevo e que, espero, a Rafaela e o Fábio venham um dia a ler e a sorrir com minhas palavras… espero que venham a conhecer a Maria, o Pedro, o Rodrigo, a Rita, a Renata, e todos os meninos que delas fazem parte e que seriam os melhores amigos da Rafaela e do Fábio.

A Rafaela e o Fábio, esta menina e este menino, são os homens e mulheres de amanhã e precisam da nossa ajuda HOJE… para poderem sorrir mais, brincar mais, aprender mais e ultrapassar as barreiras que enfrentam dia-a-dia.

A mãe da Rafaela, a Tânia, merece esse sorriso, e a mãe do Fábio, a Cândida, também.

A Rafaela e o Fábio precisam de ir a Cuba para poderem continuar a sorrir-nos. Fica aqui o apelo, vamos todos ajudar.

Obrigada.

 

 

 

 

 A Rafaela precisa de nós.

NIB (Caixa Geral de Depósitos):0035 07350005352890063

Tânia Cordeiro (mãe):912433738      mail:taniaraq@gmail.com

      

O Fábio precisa de nós.
NIB: 0036 01199910002513745
Cândida Graça (mãe): 916849228 

Frases de Sempre

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“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”

 Charles Chaplin

Katie Melua (clicar em baixo)                                   http://www.youtube.com/watch?v=5DCacIEbAlM

Mães… a minha, a tua, eu própria…

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Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…

Sebastião da Gama